Efeitos do extrato de jamelão sobre as alterações da homeostase redox, estado inflamatório e função mitocondrial induzidas pela exposição ao bifesnol A no tecido adiposo e hepático em ratos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Freitas, Paula Alexandre De
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=109923
Resumo: O bisfenol A (BPA) tornou-se um dos produtos químicos mais produzidos no mundo, por ser amplamente utilizado na fabricação de embalagens plásticas para alimentos e bebidas, e ao entrar em contato com o ser humano causa efeitos adversos à saúde, por meio da instalação de um ambiente inflamatório e oxidante via disfunção mitocondrial. Nesse contexto, torna-se relevante o estudo de produtos que atuem diretamente nesses parâmetros, como o extrato de jamelão (Syzygium cumini L.), uma fruta tropical da família Mirtaceae, que contém uma grande variedade de compostos bioativos. Desta forma, o estudo teve o objetivo de investigar o efeito do extrato de jamelão na inflamação e homeostase redox do tecido adiposo branco e hepático, e da função mitocondrial no tecido adiposo marrom em animais expostos ao BPA, visto que, esse fruto pode ser um agente terapêutico promissor na prevenção dos danos causados por esse agente. Foram utilizados 32 ratos Wistar albinos machos, com 10 semanas de vida. Os animais foram divididos em quatro grupos: grupo controle (CRL,n=8), que recebeu os veículos (água e azeite) na dose de 0,1 mL/100 g; grupo Bisfenol A (BFA,n=8) que recebeu BPA na dose de 150 mg/kg; grupo tratado (BFA + JAM, n=8), que recebeu BPA na dose de 150 mg/kg + 100 mg/kg de jamelão; e o grupo jamelão (JAM, n=6), que recebeu jamelão na dose de 100 mg/kg. O tratamento foi realizado por via oral, e teve duração de 2 semanas (14 dias). No 15º dia os animais foram eutanasiados e foram coletados o fígado e os tecidos adiposos branco e marrom. No tecido adiposo marrom foi avaliada a função mitocondrial, por análise da taxa de consumo de oxigênio. Os tecidos hepático e adiposo branco foram utilizados para avaliação de marcadores do desequilíbrio redox – grupamento tiol, proteína carbonilada e enzimas antioxidantes catalase e glutationa peroxidase – e análise das citocinas inflamatórias, IL-6, IL-1β e TNF-α. O BPA gerou uma redução significativa do peso do tecido adiposo marrom, entretanto são necessários mais estudos para avaliação da função mitocondrial desse tecido. Nas análises dos coxins do tecido adiposo branco subcutâneo e periepididimal, e no tecido hepático, observou-se que o BPA gerou um desequilíbrio redox, com redução dos grupamentos tióis e maior carbonilação de proteínas, além de redução da atividade das enzimas antioxidantes: catalase e superóxido dismutase, entretanto, o jamelão foi capaz de atenuar todos esses danos, apresentando um menor dano oxidativo, e menor queda da atividade das enzimas antioxidantes. E em relação a produção de citocinas inflamatórias, o BPA aumentou os níveis de IL-6, IL-1β e TNF-α no tecido adiposo subcutâneo e no fígado, e respostas atenuadas foram observadas com o tratamento do jamelão. Assim, o jamelão é uma ferramenta promissora como alternativa terapêutica para a prevenção e/ou tratamento para desregulações metabólicas causadas por xenobióticos, como o BPA