Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Costa, Isabela Santiago Carneiro da |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=96316
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Resumo: |
<div>Myrcia splendens (Sw.) DC. é uma das mais de mil espécies que compõe a família Myrtaceae e é amplamente distribuída em todo o território brasileiro. A caracterização ontogenética e a histoquímica de exsudados de estruturas secretoras, assim como, a anatomia foliar ecológica é pouco estudada, principalmente no gênero Myrcia. O objetivo do trabalho foi descrever a ontogenia das estruturas secretoras (coléteres e cavidades), assim como, compreender a natureza química. Além disso, caracterizar e relacionar a anatomia foliar e a histoquímica das estruturas secretoras em resposta a sazonalidade e/ou luminosidade. Foram coletadas meristemas e folhas totalmente expandidos no Jardim Botânico de São Gonçalo, nas duas estações (chuvosa e seca) e luminosidades (sol e sombra) posteriormente foram submetidas a técnicas anatômicas padrão em laboratório. Como resultados foi verificado que em M. splendens, os coléteres surgem de células protodérmicas, tem o tipo longo digitiforme e que o exsudado é heterogêneo com maior diversidade de compostos químicos em exsudados de coléteres da estação seca. Isso demonstra que são importantes na hidratação de folhas em desenvolvimento, principalmente no período seco em que as condições ambientais são mais adversas. Quanto às cavidades secretoras apresentam origem protodérmica e o lúmen é formado por esquizolisogenia. Sua secreção é mista, pois apresenta compostos lipofílicos e alcaloides. As maiores áreas das cavidades secretoras foram em folhas de sol e na estação seca, indicando que são estruturas plásticas e que a secreção pode ter função protetora ao estresse ambiental. Em relação ao estudo de anatomia ecológica foliar, foi observada plasticidade fenotípica em suas estruturas foliares apresentando maior frequência, índice, área, densidade e espessura, principalmente nas folhas de sol e na estação seca. Portanto, conclui-se que a espécie consegue se aclimatar a estresses abióticos em ambientes costeiros arenosos.</div><div><br/></div><div>Palavras-chave: Anatomia ecológica. Exsudado. Coléter. Cavidade secretora. Influência<br/>ambiental.<br/></div> |