Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Nascimento, Tiago dos Santos |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=106803
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Resumo: |
<div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Os vegetais formam a base de sistemas terapêuticos tradicionais na medicina e </span></font><span style="font-size: 13.3333px;">continuam sendo fonte de novos fármacos. Como flavorizantes e fragrâncias os </span><span style="font-size: 13.3333px;">monoterpenóides têm uma ampla utilização na indústria alimentícia, cosmética e </span><span style="font-size: 13.3333px;">sanitária. O terpinen-4-ol (4TERP) é uma álcool terpeno, bastante comercializado, </span><span style="font-size: 13.3333px;">constituinte de óleos essenciais de diversas plantas aromáticas usadas na medicina </span><span style="font-size: 13.3333px;">popular como carminativo, calmante e hipotensor. Essa substância possui diversas </span><span style="font-size: 13.3333px;">atividades biológicas documentadas na literatura científica, dentre elas: </span><span style="font-size: 13.3333px;">antibacteriana, antifúngica, antioxidante, miorrelaxante, antiespasmódica, hipotensiva </span><span style="font-size: 13.3333px;">e antiepilética. Entretanto, a despeito do seu uso comercial e utilização popular, pouco </span><span style="font-size: 13.3333px;">é sabido sobre o mecanismo de ação dessa substância em tecidos excitáveis, </span><span style="font-size: 13.3333px;">principalmente sobre o sistema nervoso periférico. Do mesmo modo, o estudo </span><span style="font-size: 13.3333px;">eletrofisiológico e farmacológico envolvendo os neurônios sensoriais e autonômicos </span><span style="font-size: 13.3333px;">possibilita o desenvolvimento de novos agentes efetivos no tratamento de distúrbios </span><span style="font-size: 13.3333px;">neuropáticos. Os hormônios tireoidianos (HTs) são essenciais para o crescimento e </span><span style="font-size: 13.3333px;">desenvolvimento. No indivíduo adulto participam da regulação do metabolismo, são </span><span style="font-size: 13.3333px;">termogênicos e aumentam o consumo de oxigênio dos tecidos. Anormalidades na </span><span style="font-size: 13.3333px;">tireoide afetam uma parte considerável da população, sendo o hipotireoidismo uma </span><span style="font-size: 13.3333px;">das desordens endócrinas mais comuns, atrás apenas do diabetes. Quando não </span><span style="font-size: 13.3333px;">tratado, o hipotireoidismo contribui para o desenvolvimento de bradicardia, </span><span style="font-size: 13.3333px;">infertilidade, mau funcionamento do sistema nervoso central e neuropatias sensoriais. </span><span style="font-size: 13.3333px;">Entretanto, os mecanismos subjacentes a mau funcionamento do sistema nervoso sob </span><span style="font-size: 13.3333px;">esta patologia, especialmente a porção periférica, permanecem obscuros. Assim, este </span><span style="font-size: 13.3333px;">trabalho objetivou elucidar o efeito e os mecanismos iônicos pelos quais o 4TERP </span><span style="font-size: 13.3333px;">altera a excitabilidade nervosa periférica, além de investigar as modificações </span><span style="font-size: 13.3333px;">produzidas pelo hipotireoidismo em fibras nervosas periféricas somáticas e </span><span style="font-size: 13.3333px;">autonômicas, e se o 4TERP apresenta efeito neuroprotetor periférico sobre o </span><span style="font-size: 13.3333px;">hipotireoidismo. Para isso, foram utilizados ratos machos Wistar (200g) </span><span style="font-size: 13.3333px;">aleatoriamente divididos em grupo: controle, formalina tratado ou não com 4TERP, </span><span style="font-size: 13.3333px;">hipotireoideos tratado ou não com ácido iopanóico (i. p.; IOP) ou com 4TERP (v o.). </span><span style="font-size: 13.3333px;">Para avaliar o efeito antinociceptivo do 4TERP (50 e 100mg/kg), animais do grupo </span><span style="font-size: 13.3333px;">formalina receberam 2,5% de formalina intraplantar. Já para a indução do </span><span style="font-size: 13.3333px;">hipotireoidismo, foi usado 0,04% de metimazol oralmente por 30 dias. Após esse </span><span style="font-size: 13.3333px;">período, os animais hipotireoideos e do grupo controle foram submetidos a testes </span><span style="font-size: 13.3333px;">nociceptivos in vivo: filamentos flexíveis de von Frey e Tail Flick. Em seguida, foram </span><span style="font-size: 13.3333px;">sacrificados e o nervo ciático (NC) e nervo vago (NV) foram dissecados para </span><span style="font-size: 13.3333px;">averiguação da transmissão nervosa ao longo de seus axônios por meio de registro </span><span style="font-size: 13.3333px;">eletrofisiológico extracelular. Por fim, gânglios da raiz dorsal e cervical superior foram </span><span style="font-size: 13.3333px;">dissecados e empregados intactos e dissociados para investigar a geração da </span><span style="font-size: 13.3333px;">atividade elétrica e as correntes iônicas modulatórias da excitabilidade através de </span><span style="font-size: 13.3333px;">registros eletrofisiológicos intracelular e patch clamp modo whole celI, </span><span style="font-size: 13.3333px;">respectivamente. A dose de 50 mg/kg de 4TERP possui atividade antinociceptiva na </span><span style="font-size: 13.3333px;">segunda fase, e 100 mg/kg em ambas as fases do teste de formalina, provavelmente </span><span style="font-size: 13.3333px;">essa inibição da excitabilidade neuronal acontece via inibição dos canais de Na+ e K+ </span><span style="font-size: 13.3333px;">dependentes de voltagem que o caracteriza como substância com potencialidade </span><span style="font-size: 13.3333px;">terapêutica no tratamento da dor neuropática. Entretanto, diferente de outros </span><span style="font-size: 13.3333px;">terpenóides, o 4TERP não inibe completamente esses canais, apresentando maior </span><span style="font-size: 13.3333px;">eficácia sobre a corrente de Na+ sensível a tetrodotoxina e corrente de K+ sensível a </span><span style="font-size: 13.3333px;">tetraetilamônio. Adicionalmente, o 4TERP reverte as alterações da sensibilidade </span><span style="font-size: 13.3333px;">térmica promovida pelo hipotireoidismo. O hipotireoidismo que promove aumento da </span><span style="font-size: 13.3333px;">amplitude e diminuição da velocidade de condução (VC) do 3º componente do NC, </span><span style="font-size: 13.3333px;">mas a administração do IOP diminui a amplitude do 1º e 2º componentes. Por outro </span><span style="font-size: 13.3333px;">lado, o NV apresentou maiores alterações no registro extracelular. As fibras </span><span style="font-size: 13.3333px;">mielinizadas do NV tiveram a VC do 1º e 2º componentes aumentadas. Já as fibras </span><span style="font-size: 13.3333px;">não mielinizadas demonstraram aumento da amplitude e VC tanto do 1º como do 2º </span><span style="font-size: 13.3333px;">componente, revertida pelo tratamento com 4TERP e IOP. Logo, as deionidases têm </span><span style="font-size: 13.3333px;">importante participação na manifestação dos efeitos da baixa concentração de HTs e </span><span style="font-size: 13.3333px;">o NV apresentou maior sensibilidade a esses hormônios no período de 1 mês de </span><span style="font-size: 13.3333px;">indução do hipotireoidismo. </span></div><div style=""><span style="font-size: 13.3333px;">Palavras-Chave: Terpinen-4-ol, Anestésico, Eletrofisiologia, Hipotireoidismo, </span><span style="font-size: 13.3333px;">Neuropatia.</span></div> |