Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2002 |
Autor(a) principal: |
Costa, Maria de Fatima Nobrega da |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=25205
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Resumo: |
Este estudo buscou compreender a influencia da familia violenta sobre o comportamento do escolar, especialmente no que se refere aos afetos pos ela instigados. O trabalho foi realizado na Unidade de Atendimento a Crianca (UAC) Clovis Rolim, instituicao municipal localizada em Fortaleza, no Ceara. Concretizou-se atraves de formularios aplicados a seis sujeitos com idades variando entre seis a sete anos, integrantes da classe de educacao infantil II, tendo sido baseado no metodo qualitativo clinico. As referidas criancas, de ambos os sexos, foram indicadas pela professora para participarem desta pesquisa por conta de suas historias de violencia familiar. Foram destacados os temas recorrentes, que viabilizaram a decifracao dos significados das falas dos sujeitos por ocasiao dos formularios. A compreensao de seus conteudos foi fundamentada na teoria psicanalitica, tendo sido utilizadas, mais especificamente, as ideias de Pichon-Riviere referentes a estrutura do grupo - no caso, o familiar - composto pela dinamica dos 3 Ds: depositado, depositario e depositante. Discorremos sobre os resultados deste estudo, que nao se aplicam a generalizacoes, no item relativo as Consideracoes Finais. Ressaltou-se, entao, que a convivencia das criancas com as suas familias violentas pareceu acarretar-lhes danos no que tange sua estrutura psicossocial: fragilidade egoica, baixa auto-estima e carencia de suporte afetivo. Medo, ansiedade, angustia e ambivalencia diante dessas familias, modelos de identificacao patologicos, e da propria vida, prejudicaram seu desenvolvimento saudavel como individuos. Ao funcionarem como bodes expiatorios dos conflitos parentais revelaram sofrimento psiquico, mecanismos defensivos, mas apesar de tudo, o desejo de recriarem vinculos mais harmoniosos e plenos no contexto da familia. |