Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Monteiro, Camila Goncalves |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=96454
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Resumo: |
<div>As ataxias hereditárias (AH) compreendem um amplo espectro de doenças neurodegenerativas geneticamente determinadas, com ataxia progressiva como o sintoma proeminente. Os distúrbios neurológicos decorrentes das lesões no sistema nervoso demonstram consequências no estado nutricional conforme localização atingida, afetando capacidades físicas e cognitivas necessárias para uma nutrição adequada. O objetivo deste estudo foi analisar o perfil nutricional de pessoas com AH e compará-lo com o de controles saudáveis. Foi realizado um estudo com 76 participantes, 38 pacientes com AH e 38 controles saudáveis. Os pacientes e controles saudáveis foram avaliados quanto aos dados demográficos, socioeconômicos, estilo de vida, qualidade de vida, hábitos alimentares e foi realizada avaliação clínica neurológica e nutricional completa. Os resultados revelam maioria mulheres nos dois grupos, com até 15 anos de estudo, renda maior que um salário mínimo, não ingeriam bebidas alcoólicas e não fumavam. A maioria dos pacientes eram sedentários e os controles ativos. Foi observado ainda que pacientes com AH apresentavam pior qualidade de vida do que os controles saudáveis mensurados através do World Health Organization Quality of Life (WHOQOL-brief). A Avaliação Subjetiva Global identificou que 100% dos controles e 89,5% dos pacientes estavam bem nutridos. A aplicação do Recordatório de 24H demonstrou que os pacientes com AH apresentam déficit de ingesta calórica (7,3%) em relação ao consumo de todos os insumos também ingeridos pelos controles, com os pacientes, apresentando escolhas alimentares mais saudáveis. O exame físico nutricional dos pacientes apresentou alteração em todos os parâmetros avaliados (pele, cabelo, unhas, dentes e edemas). A avaliação antropométrica e de composição corporal revelou sobrepeso para ambos os grupos, os casos apresentam Taxa Metabólica Basal (TMB) de 100kcal menor que a dos controles saudáveis. Ambos os grupos apresentavam elevado percentual de gordura corporal e normais percentuais de músculos esqueléticos e de gordura visceral. Não foi encontrado correlação estatisticamente significante entre a pontuação da Escala para Avaliação e Graduação de Ataxia (SARA) e as variáveis TMB e Índice de Massa Corporal (IMC). No entanto, quando foi realizada a comparação entre os grupos pela herança genética, observamos que quanto maior a idade dos portadores de ataxias por herença autossômica dominante, maior o seu valor de SARA e menor era o IMC. O presente estudo concluiu que pacientes com AH possuem importantes alterações nutricionais, que variam segundo o tipo de herança, sendo necessário seu acompanhamento nutricional para melhorar a qualidade de vida no decurso da doença.</div><div><br/></div><div>Palavras-chave: Ataxias hereditárias. Avaliação nutricional. Qualidade de vida<br/></div> |