O trabalho do assistente social na política de assistência social: a experiência de Fortaleza - CE à luz do projeto ético-político profissional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Sousa, Adinari Moreira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=88066
Resumo: Este trabalho resulta de pesquisa qualitativa sobre o trabalho do Assistente Social na política de Assistência Social, analisado no âmbito da proteção social básica nos Centros de Referência da Política de Assistência Social do município de Fortaleza. O reconhecimento do exercício profissional como processo de trabalho situa a categoria trabalho como central no processo de construção do ser, que constrói sua sociabilidade pela capacidade teleológica de antecipar, projetar finalidades à sua ação como práxis social. Assim, tem-se a compreensão das diversas manifestações impostas pelas transformações advindas do capitalismo. Com base no pensamento de Marx, traz-se o conceito de trabalho produtivo e improdutivo no processo de produção e reprodução social, no qual todas as atividades são transformadas em trabalho assalariado. Nesse sentido, o exercício profissional do Assistente Social no SUAS é processo de trabalho compreendido por 75% das profissionais entrevistadas, de um total de 16 Assistentes Sociais, cuja fundamentação ampara-se no projeto ético-político profissional radicalmente crítico. Por meio das entrevistas, buscou-se compreender o trabalho profissional nas dimensões teórico-metodológica, ético-política e técnico-operativa, bem como as determinações e mediações que possibilitam sua materialidade na contraditória realidade capitalista. A maioria das profissionais manifesta clareza em relação ao projeto profissional que as formaram e compreendem as diversas limitações e contradições postas pelas determinações estruturais da própria realidade capitalista em crise, pautadas na precarização do trabalho, que se configura na ausência de condições éticas e técnicas do trabalho, na terceirização, nos baixos salários recebidos como trabalhadores precarizado, na focalização das políticas sociais, como estratégia do Estado neoliberal, especialmente da Assistência Social, mediação fundamental do trabalho profissional. Igualmente, a maioria das profissionais reconhece que tais determinações não as impossibilita de vivenciar, no trabalho cotidiano, a relativa autonomia construída pela mediação dos valores emancipatórios e críticos que fundamentam o projeto profissional, ressaltando, inclusive, a liberdade, a erradicação dos preconceitos e pré-noções, a democracia e a luta por direitos sociais.&nbsp;<div>Palavras-chave: Trabalho. Política Social. Assistência Social. Serviço Social. Projeto ético-político.&nbsp;</div>