Estudo in silico do potencial antiparkinsoniano de derivados berberinas-benzimidazol

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Oliveira, Victor Moreira De
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=115468
Resumo: A doença de Parkinson (DP) é uma condição neurológica progressiva que causa tremores, rigidez e instabilidade postural. Além disso, pode levar a complicações como constipação, hipotensão ortostática e distúrbios psiquiátricos como depressão e ansiedade. A utilização de produtos naturais é amplamente difundida frente a busca por novos fitos químicos, capazes de apresentar potencial farmacológico para o enfrentamento de enfermidades, nesta vertente a berberina é um alcaloide natural utilizado na medicina chinesa, extraído de várias plantas, como Berberis vulgaris e Tinospora cordifolia. Os compostos têm sido relatados por possuírem atividades terapêuticas, incluindo ação anti-Alzheimer, anti-diabética, anti-inflamatória, antiviral, antibacteriana e, no contexto deste estudo, ação anti-Parkinson. Este estudo realiza uma triagem virtual baseada em estrutura dos derivados aril-substituídos de berberina-benzimidazol (D1-7). Simulações de docking molecular e dinâmica são usadas para prever a farmacodinâmica contra a monoamina oxidase B (MAOB), enquanto a otimização multiparamétrica (MPO) é utilizada para prever a farmacocinética no Sistema Nervoso Central (SNC). O objetivo foi propor novos alcaloides derivados da berberina que possam modular a atividade dos receptores MAOB no tratamento da DP. As simulações revelaram que o composto D7, que contém um grupo diclorofenila, exibiu alta afinidade com a MAOB, com uma energia de afinidade de -10 kcal/mol. Em contraste, os compostos substituídos por flúor e nitro mostraram menor afinidade. A análise de relação estrutura-atividade/propriedade (SAR/SPR) sugere que os derivados substituídos por cloro são mais lipofílicos e formam interações essencialmente hidrofóbicas com a MAOB. Isso é corroborado pelas simulações dinâmicas, que mostram que o complexo MAOB-D7 é altamente estável e permite um efeito sinérgico associado a outros medicamentos anti-Parkinson, potencializando ainda mais a inibição da MAOB. Além disso, as previsões farmacocinéticas indicam que níveis otimizados de lipofilicidade e polaridade aumentam a permeabilidade passiva (Papp = 1,7×10^-5 cm/s) e a estabilidade metabólica do derivado D7, levando a uma maior distribuição no SNC.