O sofrimento psíquico em professores dos anos iniciais do ensino fundamental de Fortaleza

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Lima, Edgar Nogueira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=88026
Resumo: O profissional docente é sujeito partícipe e integrativo do processo educacional e as exigências que estão imbricadas no exercício de sua profissão podem ocasionar situações de sofrimento psíquico. Políticas de avaliação externa, sistemas periódicos de acompanhamento e verificação da aprendizagem levaram as secretarias de educação a desenharem uma nova forma de gerir o trabalho educativo. O objetivo foi analisar o sofrimento psíquico em professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental de Fortaleza, em duas etapas. A primeira por meio da aplicação de instrumentos de autorelato com 73 professores de sete escolas da capital Cearense. Como instrumentos foram utilizados o Self Reporting Questionnaire para verificar a percepção dos professores a sintomas de ansiedade e depressão, Escala de Vulnerabilidade ao Estresse no Trabalho e World Health Organization Quality of Life Assessment para identificar a percepção dos professores acerca de sua qualidade de vida. A segunda etapa foi realizada uma entrevista com seis professores. A análise da entrevista foi realizada utilizando-se o método dialético ancorado na Psicologia Histórico-Cultural de Vigotski. Foi possível identificar que 51% dos professores se percebem em sofrimento psíquico, com algum sintoma de ansioso-depressivo, 26% dos professores participantes percebem-se vulneráveis ao estresse no trabalho e 26% dos professores se percebe com necessidade de melhorar sua qualidade de vida. Com a análise das entrevistas, foi possível observar a percepção dos professores acerca do que sentem em relação à profissão docente e quais as ocasiões que geram sofrimento em seu trabalho. Conclui-se que a falta de apoio das famílias dos alunos, a indisciplina em sala de aula e a cobrança por resultados tem sido os principais fatores geradores de sofrimento de acordo com a percepção dos participantes da pesquisa. Entende-se que uma política de ampliação da qualidade de vida docente pode ser um caminho para a melhoria da saúde mental destes profissionais. Palavras-chave: Formação de professores. Sofrimento Psíquico. Avaliação Psicológica. Educação Básica. Psicologia Histórico-Cultural.