Implantação de um sistema aquaponico piloto utilizando água não potáveis para produção de peixes e hortalicas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Tomaz, Rafael Nóbrega Bezerra
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=82887
Resumo: <div style="">Este estudo teve como objetivo avaliar a capacidade de produção de biomassa a partir de águas não tratadas através de um sistema aquaponico. Para isso foram utilizados três tipos de água (tratada ou abastecimento público, poço e riacho), três espécies de plantas (cúrcuma, quiabo e tomate) em três módulos aquaponicos idênticos. O experimento foi montado nas dependências do Núcleo de Estudos e Práticas Permaculturais do Semiárido – NEPPSA da Universidade Estadual do Ceará – UECE. Os tanques foram povoados com tilápia nilótica (variedade GIFT) para a produção do efluente nutritivo. O experimento foi dividido em dois ciclos, sendo um durante o período chuvoso e outro no período seco, com duração 90 dias cada. Foram coletados dados referentes ao ganho em biomassa vegetal, animal e quanto à presença de metais pesados e microrganismos patogênicos que pudessem prejudicar a saúde humana. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado em blocos ao acaso, sendo fatorial 3x3 para biomassa vegetal, pois nesse caso foi avaliado apenas o período chuvoso, e fatorial 2x3x3 para biomassa animal, temperatura e parâmetros químicos. Realizou-se análise de variância e teste de Tuckey a 5 % de probabilidade. Os dados foram avaliados no programa estatístico Sistema Para Análises Estatísticas (ESTAT) da UNESP – FACV - Campus Jaboticabal. Os sistemas aquaponicos demonstraram uma maior produtividade de vegetais utilizando água do riacho, a qual acumulou maior concentração de nutrientes. A espécie que melhor se desenvolveu nos três tratamentos de água foi o tomate. Já os peixes apresentaram diferenças significativas entre os dois períodos, sendo o período seco, portanto o mais quente, o que rendeu melhores resultados. Entretanto, não foram encontradas diferenças entre os tratamentos de água utilizados, sendo todos eles similares quanto à produção de biomassa em ambos os períodos. Quanto à possíveis contaminações, os metais pesados, com exceção do zinco na coleta final do período chuvoso, se mantiveram abaixo dos valores máximos permitidos pela legislação. Com relação a microrganismos patogênicos, o sistema demonstrou sua capacidade de eliminar Escheichia coli através de seu funcionamento. No mais, os sistemas aquaponicos se mostraram ferramentas seguras e produtivas, ideais para a produção de alimentos utilizando águas não tratadas e que podem ser amplamente utilizados em condições de escassez hídrica. Palavras-chave: Aquicultura de recirculação. Hidroponia. Produção de hortaliças. Águas não potáveis.</div>