As dinâmicas territoriais do comércio de vestuário na metrópole de Fortaleza

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Abreu, Fabiana Lima
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=116173
Resumo: A relação comércio e cidade é estudada nesta tese a partir da leitura das dinâmicas espaciais materializadas pelo consumo de produtos de vestuário de Fortaleza/CE. Sua organização ocorre através de formas planejadas e não-planejadas, ou seja, pelas vias do comércio ambulante, pela fixação destes ou pela organização em unidades comerciais estruturadas e formalizadas. Nessa direção, esse comércio se fundamenta pelo emaranhado de elementos, ao mesmo tempo divergentes e complementares entre si. São formas comerciais que acumulam aspectos de shopping, galerias comerciais, feiras e bazaars. Essa diversidade de características cria centralidades econômicas que repercutem na morfologia e em toda dinâmica urbana. Fortaleza, enquanto metrópole, fomenta a interação entre o moderno e o não moderno. Nesse contexto, o objetivo central desta tese é de contribuir para o entendimento de como o comércio de vestuário é condicionado e condiciona as dinâmicas urbanas da metrópole cearense. Também nos interessa saber como são estruturadas as redes materiais e imateriais que articulam as relações espaciais de Fortaleza com outros estados e países. Esta análise, em que formas, funções e conteúdos são destacados, lança luz sobre os diversos agentes, bem como sobre os fluxos de mercadorias e de capital que materializam essas dinâmicas, com mediação das tecnologias de transporte e de comunicação, e que posicionam Fortaleza nos ritmos da globalização, em que pese as escalas de competitividade do vestuário. Assim, o trabalho está estruturado pelos seguintes eixos: escalas normativas de organização do vestuário; territorialidades do vestuário; interações socioeconômicas que dinamizam o vestuário e redes e polaridades de distribuição e consumo. Para alcançar os resultados a partir dos objetivos propostos, seguimos uma linha teórico metodológica, a teoria dos circuitos da economia urbana (Santos, 1979), sobretudo por contribuir na leitura dos fenômenos e suas interações. Além de uma revisão de literatura, foram realizados levantamentos de dados secundários e trabalhos de campo. Estes últimos, potencializaram a produção de indicadores, por meio de recursos como questionários e entrevistas; registros imagéticos e a confecção de cartogramas, gráficos e tabelas, fundamentais para suprir demandas não alcançadas pelos dados secundários. Todos eles são associados às formas comerciais e aos agentes inseridos no circuito inferior da economia urbana. São estratégias que possibilitaram a identificação das horizontalidades e verticalidades que compõem as dinâmicas produzidas pelo comércio de vestuário na cidade, bem como suas centralidades e relações transescalares. Foi possível apreender a coexistência de atividades modernas, que abrigam um volume considerável de capital e tecnologia; e tradicionais, que se desenrolam com capitais reduzidos, dependentes do conteúdo dos lugares onde se localizam. Ambos os circuitos contribuem para a condição de Fortaleza como um centro de destaque no comércio de vestuário.