Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Silva, na Holanda da |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=68988
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Resumo: |
Esta pesquisa objetivou analisar as contribuições do uso de diferentes representações semióticas - numérica, figurai, concreta, discursiva e figurai dinâmica - para a elaboração de conceitos geométricos por professoras polivalentes. Foi tomada como aporte a Teoria dos Registros de Representação Semiótica, de Raymond Duval, que considera as representações como parte fundamental da aprendizagem conceituai. O autor distingue dois níveis de apreensão das figuras geométricas: o primeiro nível, onde se opera o reconhecimento das diferentes unidades figurais que são distintas dentro de uma figura dada e o segundo nível em que se efetuam as modificações mereológicas, óticas ou posicionais, possíveis das unidades figurais reconhecidas e da figura dada. A metodologia escolhida foi baseada na Engenharia Didática proposta por Michele Artigue. Essa opção metodológica justifica-se pela análise interna que ela propicia, comparando os resultados apresentados pelos sujeitos em suas diferentes fases. A Engenharia Didática realizada nesta pesquisa foi estruturada nas quatro fases previstas: na primeira fase (análises prévias) buscou-se subsídio para o tratamento do problema de investigação, a partir da avaliação da relação das professoras com a Geometria, bem como de conceituações em geometria das quais elas eram portadoras. Além disto, foi analisado o livro didático, no tocante à Geometria e suas representações. Na segunda fase (análise a priori) foram elaboradas as propostas da sequência didática, baseada nas lacunas conceituais percebidas junto às professoras, na fase de análises prévias. A terceira fase consistiu na aplicação da sequência didática (experimentação) com a utilização das diferentes representações, inclusive a figurai dinâmica. Por fim, na fase de análise a posteriori e validação (quarta fase), foi confrontado o desempenho das professoras investigadas no desenvolvimento da sequência didática, levando-se em conta as ideias anunciadas na análise a priori e as hipóteses da pesquisa. As atividades realizadas utilizando diferentes representações para uma mesma situação possibilitaram que as docentes tivessem novos olhares para o trato com o desenho geométrico, para além da identificação de formas e contagem de figuras, constituindo o início de uma reflexão da prática docente relacionada ao ensino da Geometria nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Houve, entretanto, a permanência de lacunas conceituais que impedem que as professoras orientem bem seus alunos no trabalho com a geometria. Estas profissionais apresentaram, em grande parte, resistência ao trabalho com a Geometria, revelando concentrar suas escolhas pedagógicas na aritmética. Percebeu-se, ainda, que o livro didático não é usado de forma tão sistemática quanto afirmam as professoras, nem como apoio à sua prática didática em Geometria, nem para a aprendizagem dos conteúdos desta área.PALAVRAS-CHAVES: Ensino da Geometria. Representações Semióticas. Formação de Professores. Conhecimento de Professores. Engenharia Didática. |