Opuntia ficus-indica (L.) Mill. e as mudanças climáticas: uma análise a luz modelagem de distribuição de espécies no bioma caatinga

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Fernandes, Pedro Hugo Cândido
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=93695
Resumo: As previsões climáticas para o bioma Caatinga para o século XXI incluem aumento de temperatura do ar e redução das chuvas, levando-o à aridização. Estudos sobre os perigos que corre sua flora são escassos nesse contexto. Ademais, outro perigo corrente à flora do bioma são as invasões biológicas antrópicas propositais. Um exemplo de espécie exótica, introduzida no bioma Caatinga para alimentação do gado e única espécie aceita como invasora da família Cactaceae no Brasil, é a Opuntia ficus-indica (L.) Mill., popularmente conhecida como palma forrageira. Essa bioinvasora se adaptou às condições edafoclimáticas da Caatinga por ser originária de áreas também semiáridas do México. Dessa forma, o presente estudo tratou de modelar a distribuição geográfica desse cacto invasor no bioma Caatinga em cenários climáticos futuros, tendo em vista avaliar sua dinâmica espaço-temporal e contribuir para conservação do bioma. Para tal, utilizou-se de bases de dados de biodiversidade local e mundial para obtenção de informações biológicas, 14 variáveis ambientais e o algoritmo MaxEnt. Considerou-se os intervalos futuros de tempo 2041-2060 e 2061-2080 centrados, respectivamente, em 2050 e 2070, tendo como referência as normais climatológicas, 1961-1990. Os cenários de gases de efeito estufa foram RCP4.5 e 8.5. Foram gerados quatro (4) modelos de distribuição geográfica da espécie-alvo sob cenários futuros de mudanças climáticas. Baseado nesses modelos de distribuição de espécie, que projetaram uma forte expansão das áreas de bom a alto potencial de ocorrência da espécie invasora no bioma Caatinga, expansão essa impulsionada pelas mudanças climáticas, parece razoável recomendar diante dessa possibilidade de impacto negativo da espécie invasora, que ações preventivas sejam tomadas. Essas ações preventivas seriam para controlar ameaças de avanços da espécie em áreas do bioma Caatinga, sobretudo, em unidades de conservação. Nesse sentido, para a primeira metade do século XXI, recomendaríamos programas de conscientização das comunidades locais, onde seus atores fossem informados sobre a biologia/ecologia da espécie e seus impactos, bem como das conexões existentes entre essa espécie e seus meios de subsistência e as mudanças climáticas correntes.&nbsp;Palavras-chave: Mudanças climáticas. Caatinga. Opuntia. Bioinvasão. Maxent.<br/><br/><br/>