As tramas da regularização no caso do conjunto habitacional Vila União (Florianópolis/SC)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Alves, Clodine Ribeiro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/20529
Resumo: As políticas públicas habitacionais brasileiras, inseridas em conturbados processos históricos de planejamento e gestão de cidades, apresentam uma série de contradições que marcam o território nacional. Neste contexto, a presente pesquisa tem como objetivo analisar as tramas urbanas –históricas, sociais, políticas, jurídicas e econômicas– envolvidas na formulação dos programas habitacionais da cidade de Florianópolis (SC), mais especificamente pela perspectiva do Projeto Bom Abrigo para implantação do Conjunto Habitacional da Vila União no final da década de 1990. Coloca-se como pergunta da pesquisa: por que um programa habitacional desenvolvido pelo município, com apoio estadual, federal e internacional, reproduz a irregularidade fundiária característica das ocupações espontâneas das periferias brasileiras? Apoiado em um levantamento bibliográfico relacionado à questão habitacional brasileira, o estudo apresenta o contexto da urbanização da pobreza em Florianópolis, ao traçar os caminhos da transitoriedade permanente do morar das famílias que habitam o Conjunto. A dissertação conta ainda com um levantamento histórico e documental sobre o Projeto Bom Abrigo, bem como acerca dos procedimentos adotados à regularização fundiária da referida comunidade. Por fim, utiliza-se da entrevista narrativa como instrumento de registro das tramas que estruturam o Conjunto Habitacional. Conclui-se que embora tenham sido realizados esforços técnicos e investimentos financeiros para a elaboração de diagnósticos, planos e legislações, os entraves na titulação dos moradores permanecem. De tal modo, a principal dificuldade apresentada é fazer com que as famílias adquiram um imóvel que permaneça em nome do município até a quitação das dívidas, mecanismo que ocasiona processos informais de comercialização, os quais tornam a questão da regularização uma trama complexa.