Desenvolvimento de Argamassa Autonivelante Geopolimérica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Luiz Ricardo Weimann Araujo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/20543
Resumo: O presente estudo teve como objetivo o desenvolvimento de argamassas autonivelantes geopoliméricas, utilizando EGAF e MC como precursores, juntamente com uma solução ativadora composta por hidróxido de sódio, hidróxido de potássio e silicato de sódio alcalino. A formulação inicial foi definida na proporção de 1:1:0,40:0,80 em massa (precursores, agregado miúdo, hidróxidos e silicato de sódio), com molaridades da solução ativadora variando entre 5M, 7,5M e 10 M. Foram avaliados por meio do ensaio de espalhamento e resistência à compressão. Foi realizada a análise de Fluorescência de Raios X (FRX) para caracterizar os precursores. As argamassas que atenderam aos critérios de espalhamento e resistência à compressão foram então submetidas a uma série de testes complementares, incluindo retenção de fluxo, tempo de regeneração, tempo de pega, parâmetros reológicos, resistência à compressão e à tração, retração linear, massa específica, índice de vazios, absorção de água e eflorescência. Observou-se que as argamassas apresentaram eflorescência e retração linear acentuada desde os primeiros dias de cura, indicando a necessidade de ajustes na formulação. Com base nos resultados obtidos, foi formulado um novo traço, com a proporção em massa 1:0,47:0,25:0,51 (precursores, agregado miúdo, hidróxidos e silicato de sódio) e a molaridade da solução ativadora em 7,5M. Esse ajuste resultou em uma melhora significativa das propriedades, especialmente na redução da eflorescência e da retração linear, além de um aumento nas resistências mecânicas. A resistência à compressão atingiu 69 MPa aos 28 dias, indicando que há também a possibilidade de aplicação em outros contextos, especialmente em reparos estruturais, como reparos em vigas, pilares, lajes e fundações. A análise da sustentabilidade das argamassas indicou que há redução de CO2 nas argamassas geopoliméricas quando comparados ao CP, porém há aumentos substanciais das emissões de SOx e NOx, que podem gerar impactos ambientais adicionais, como chuva ácida e piora na qualidade do ar. A pesquisa conclui que os geopolímeros sintetizados possuem grande potencial para esta aplicação.