Propriedades psicométricas da análise cinemática bidimensional da aterrisagem bilateral em indivíduos com e sem disfunção de membros inferiores

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Souza, Amandda de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/17646
Resumo: A análise cinemática bidimensional (2D) do padrão de movimento em testes funcionais tem sido utilizada para analisar fatores possivelmente associados e de risco para o desenvolvimento de disfunções nos membros inferiores. Conhecer indicadores de repetibilidade, o erro padrão e a validade discriminativa das medidas obtidas é fundamental para a aplicação desse tipo de avaliação em pesquisas e na prática clínica. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar as propriedades psicométricas de parâmetros cinemáticos analisados via cinemática 2D durante o teste de aterrissagem bilateral em indivíduos com e sem disfunção nos membros inferiores. Participaram do grupo “com disfunção” 30 indivíduos de ambos os sexos (15 homens, 34±9,4 anos) que procuraram serviço médico e/ou fisioterapêutico de uma clínica privada com queixa relacionada ao(s) joelho(s) e/ou quadril(is) e com escore = 72 na Lower Extremity Functional Scale (LEFS). O grupo “sem disfunção” foi composto por 30 indivíduos (15 homens, 33,5±8 anos) fisicamente ativos e com escore = 75 na LEFS. Os participantes foram submetidos à avaliação cinemática 2D no plano frontal durante uma repetição do teste de aterrissagem bilateral partindo de uma altura de 30cm, utilizando-se uma câmera digital e o software Kinovea 0.9.5. Foram analisadas as seguintes variáveis: ângulo no instante final do movimento, correspondente ao instante de máxima flexão de joelho, e amplitudes de movimento do tronco, pelve, quadril e joelho, além do índice de simetria do ângulo no instante final e amplitude de movimento do quadril e joelho. A análise dos vídeos foi realizada por dois avaliadores independentes e verificou-se a repetibilidade inter-avaliadores, intra-avaliador e interdias por meio do coeficiente de correlação intraclasse (ICC). Além disso, foram calculados o erro padrão de medida e mínima diferença detectável das variáveis cinemáticas da aterrisagem bilateral. Os dados dos grupos com e sem disfunção foram comparados para verificar a validade discriminativa, utilizando-se um nível de significância de p<0,05 e a estimativa de tamanho de efeito r. A repetibilidade interavaliador variou de baixa à excelente (ICC= 0,37-0,96). A repetibilidade intra-avaliador variou de baixa à excelente (ICC= 0,2-0,93) e a repetibilidade inter-dias variou de baixa à moderada (ICC= 0,09-0,71). Os indivíduos do grupo sem disfunção apresentaram maior assimetria entre membros para o ângulo do joelho no instante mais baixo da aterrissagem (diferença média=7°, p=0,006; r=0,35) e para a amplitude de movimento do joelho (diferença média=7°, p=0,007; r=0,35) em comparação ao grupo com disfunção. Não houve diferença entre os grupos para nenhuma outra variável. Os erros padrão de medida variaram entre 1° e 9° e a mínima diferença detectável entre 2° e 24°. Considerando a magnitude das diferenças entre grupos e do erro padrão de medida, o índice de simetria do ângulo de projeção do joelho no plano frontal foi a variável que melhor discriminou os grupos de indivíduos com e sem disfunção de membros inferiores.