“O professor do corredor”: o lugar da corregência na atuação do segundo professor de turma no estado de Santa Catarina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Garcez, Fabiana de Melo Giacomini
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/20334
Resumo: Esta pesquisa de Mestrado tem como objetivo problematizar os processos de tradução sobre corregência na atuação do segundo professor de turma a partir da percepção de gestores de escolas estaduais da Grande Florianópolis. Fundamenta-se na perspectiva pós-estruturalista, sustentando-se nas teorizações foucaultianas e no referencial epistemetodológico da abordagem do ciclo de políticas, proposta por Stephen Ball. Ancorado nessa teorização combinada, foi realizado um estudo genealógico, em busca das proveniências e emergência do segundo professor de turma, em interface com o contexto da influência e produção de texto, tendo como materialidade documentos normativos das políticas de educação especial do estado de Santa Catarina no período de 1988 a 2018. O movimento genealógico deu visibilidade para a emergência do segundo professor de turma como uma das estratégias para a manutenção da Política de Educação Especial do Estado de Santa Catarina na perspectiva inclusiva. O procedimento metodológico, para análise do contexto da prática, constituiu-se na organização de um grupo focal com 10 gestores escolares que compõem a Coordenadoria Regional de Educação da Grande Florianópolis. A transcrição dos quatro encontros realizados de forma online e a organização das recorrências e dos deslocamentos dos discursos dos gestores escolares permitiram a criação de duas categorias analíticas: 1- Gestão Administrativa dos Processos de In/Exclusão; e 2- Gestão Pedagógica e a centralidade da aprendizagem nos processos de in/exclusão. Na primeira categoria, concentrei os discursos referentes ao quantitativo de estudantes por sala de aula, à rotatividade de segundo professores e à precarização dos contratos de admissão em caráter temporário desses professores. Na segunda categoria, emergiram discursos sobre o aumento dos diagnósticos clínicos, as relações estabelecidas entre segundo professor e professor regente/disciplinas e a corregência. Concluo que a tradução dos processos de corregência na atuação do segundo professor, na percepção dos gestores escolares, produz práticas de in/exclusão de ordem administrativa e pedagógica. A produção dessas práticas possibilitou a emergência da figura do segundo professor de turma como o “professor do corredor”, com ênfase nas práticas individualizadas, que constantemente acionam processos de in/exclusão