Efeitos do extrato aquoso de casca de jabuticaba (Plinia trunciflora (O. Berg) Kausel) em modelo de diabetes in vivo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Calloni, Caroline
Orientador(a): Salvador, Mirian
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://repositorio.ucs.br/11338/4935
Resumo: O diabetes é uma doença multifatorial caracterizada pela presença de hiperglicemia em consequência da deficiência de insulina ou da resistência de tecidos periféricos a esse hormônio. A hiperglicemia crônica presente no diabetes tem sido relacionada ao desenvolvimento de estresse oxidativo, o qual, por sua vez, tem papel importante no início e progressão das complicações da doença. Por isso, tem-se investigado os efeitos de compostos fenólicos na prevenção das complicações relacionadas ao diabetes. Neste contexto, a jabuticaba (Plinia trunciflora) ganha cada vez mais destaque, já que é uma fruta nativa do Brasil, rica em compostos fenólicos, que se concentram principalmente na casca. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar a composição química do extrato aquoso de casca de P. trunciflora e o seu efeito sobre marcadores metabólicos e hematológicos, função mitocondrial e estresse oxidativo de ratos diabéticos induzidos por estreptozotocina. A composição química foi determinada através de análise de cromatografia líquida de alta eficiência. Já para a avaliação dos efeitos biológicos, 24 ratos Wistar machos foram divididos em 4 grupos, sendo um grupo controle de ratos saudáveis, um grupo de ratos saudáveis que receberam extrato (0,5 g/kg) por gavagem, um grupo controle de diabéticos e um grupo de diabéticos que recebeu extrato (0,5 g/kg) por gavagem. Após 30 dias de tratamento, os ratos foram eutanasiados e o sangue e o fígado foram coletados para as avaliações. Os ensaios de cromatografia mostraram a presença de compostos como ácido gálico e ferrúlico, catequina, epicatequina, epigalocatequina, epigalocatequina galato, rutina, quercetina, miricitina e naringina no extrato. Foi possível observar uma redução significativa dos níveis séricos de triglicerídeos, colesterol total e não-HDL nos ratos diabéticos tratados com o extrato, além de um aumento no colesterol HDL, tanto no grupo de ratos saudáveis quanto no grupo de diabéticos que receberam extrato. Após o tratamento, houve também a restauração da contagem de linfócitos e leucócitos totais nos ratos diabéticos. Além disso, o tratamento com o extrato melhorou a capacidade antioxidante total do soro, tanto nos ratos saudáveis quanto nos ratos diabéticos, e foi capaz de reduzir os danos oxidativos a lipídeos e proteínas e modular as enzimas antioxidantes, tanto no soro quanto no fígado do grupo de ratos diabéticos. Observou-se ainda que o extrato foi capaz de modular a atividade dos complexos I, II e III da cadeia de transporte de elétrons mitocondrial e a expressão da proteína sirtuína 3. Juntos, estes resultados demonstram o potencial do extrato de P. trunciflora na modulação das alterações metabólicas, hematológicas e de estresse oxidativo induzidas pelo diabetes, tornando-o, desta forma, uma alternativa com potencial para a prevenção das complicações relacionadas a essa doença. [resumo fornecido pelo autor]