Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Säge, Morgana Larissa |
Orientador(a): |
Feltes, Heloísa Pedroso de Moraes |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ucs.br/handle/11338/559
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Resumo: |
O problema norteador desta dissertação é: como indivíduos urbanos, rurais e rurbanos, da região de Caxias do Sul, estruturam a categoria VIOLÊNCIA, a partir de modelos cognitivos, os quais emergem do modo como esses indivíduos expressam linguisticamente suas experiências nesse domínio? O objetivo geral é o de investigar, no âmbito da Linguística Cognitiva (LC), especificamente da Semântica Cognitiva, quais processos e estruturas estão implicados na categorização de VIOLÊNCIA, a partir da análise de trechos de entrevistas realizadas com indivíduos urbanos, rurais e rurbanos da região de Caxias do Sul. A amostra é constituída de 20 entrevistas, a partir das quais é gerado o corpus para análise. As análises fundamentam-se na Teoria dos Modelos Cognitivos Idealizados (TMCI) e seus desdobramentos teóricos, com ênfase em modelos metafóricos e metonímicos. Esta investigação é particularmente relevante à medida que VIOLÊNCIA é um conceito abstrato complexo, cuja estruturação se encontra fortemente ligada a fatores cognitivos e socioculturais. O objetivo geral desdobra-se nos seguintes objetivos específicos: (a) identificar e analisar a estrutura da categoria VIOLÊNCIA em termos de mapeamentos metafóricos e metonímicos; e (b) discutir questões metodológicas atinentes à entrevista, avaliando sua adequação como o instrumento da pesquisa em LC. As hipóteses formuladas a partir do problema de pesquisa são: (1) modelos metafóricos, que estruturam a categoria, diferem entre sujeitos urbanos, rurais e rurbanos; (2) modelos metonímicos, que são culturalmente motivados, diferem entre sujeitos urbanos, rurais e rurbanos; (3) a entrevista individual, como inicialmente proposta, constitui-se como um ato de fala legítimo para análise em LC, à medida que um conjunto de requisitos técnico-procedimentais for atendido. A partir da análise do corpus, verifica-se que as hipóteses (1) e (2) não se confirmam completamente, uma vez que, apesar de se observarem, na amostra, ricos mapeamentos metafóricos e metonímicos, com maior ocorrência de modelos metonímicos, estes não diferem em função do critério de pertencimento a dada comunidade, mas sim em função da formação escolar. Entretanto, a verificação dessas hipóteses deve ainda merecer atenção em pesquisas posteriores com ampliação dessa amostra. A hipótese (3) é confirmada, à medida que os discursos gerados nesse tipo de evento de fala forneceram dados altamente relevantes para a investigação da estruturação da categoria VIOLÊNCIA, os quais podem ainda ser explorados em novas pesquisas que focalizem aspectos mais específicos de determinadas manifestações linguísticas. |