Dar voz e ouvir o cidadão: participação popular, rastros digitais e gestão cibernética da cidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Pimentel, Marcello Raimundo Chamusca lattes
Orientador(a): Flexor, Maria Helena Matue Ochi lattes
Banca de defesa: Carvalho, Silvana Sá de lattes, Mourad, Laila Nazem lattes, Ribeiro, José Carlos Santos lattes, Lucena Filho, Severino Alves de lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Catolica de Salvador
Programa de Pós-Graduação: Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social
Departamento: Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://ri.ucsal.br/handle/prefix/409
Resumo: Esta tese estabelece novos olhares sobre o planejamento e a gestão urbana, no contexto contemporâneo, uma vez que insere a dimensão da inteligência cibernética nesse contexto, não apenas como meio de controle dos processos administrativos, como já acontece desde os anos 1990, com o início da popularização das tecnologias digitais, mas, sobretudo, como modo de garantir maior participação popular no processo de uma gestão competente da cidade. Entende-se por gestão competente aquela que atende às demandas da população e se volta para o bem-estar das pessoas. Para tanto, propõem-se três categorias para as ações administrativas de gestão cibernética da cidade: a reativa-passiva, a reativa e a proativa, sendo a primeira aquela em que a gestão reage a uma demanda espontânea do cidadão, sem que se tenha instituído um canal digital para isso; a segunda estabelecida por meio de instrumentos institucionalizados de diálogo com a população na ambiência digital/híbrida, apropriando-se das culturas de participação, colaboração e co-criação, hoje incentivadas pelas mídias sociais digitais e que se desdobram no comportamento das pessoas em todos os ambientes de convivência social, permitindo que as pessoas se expressem e digam de forma cada vez mais contundente e sistemática o que pensam da sua cidade, do seu bairro, da sua rua, etc.; e, a terceira, por meio de monitoramento e uso de sistemas inteligentes para captação, seleção, categorização, análise e armazenamento das informações deixadas pelos cidadãos, muitas delas geolocalizadas, através dos seus dispositivos móveis digitais no espaço da cidade, que nesta tese se convencionou chamar de rastros digitais. A base teórico-metodológica utilizada para o desenvolvimento da tese foi a da Teoria Ator-Rede (TAR) que, ao possibilitar uma análise complexa de redes heterogêneas - que incluem, entre os agentes com influência no processo urbano, tanto os atores humanos, quanto os não-humanos - potencializa a proposta da gestão competente da cidade contemporânea, a partir das três categorias de ações de gestão cibernética, enfatizando as proativas. As principais conclusões da pesquisa apontam para a ideia de que as informações que originárias dos rastros digitais - obtidos através das ações cibernéticas proativas - podem proporcionar uma profunda reinvenção política e social da cidade, na medida em que ao coletar sentimentos e expressões de uma parte significativa dos agentes, com influência no território, em tempo real, e de modo absolutamente efetivo, pode-se formar um banco de dados que represente um legado de inteligência coletiva para o planejamento e a gestão urbana.