Análise da violência contra idosos no município de pelotas-RS no ano de 2012
Ano de defesa: | 2014 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Catolica de Pelotas
Social BR Ucpel Mestrado em Política Social |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede.ucpel.edu.br:8080/jspui/handle/tede/362 |
Resumo: | Este estudo tem como objetivo analisar os registros de violência contra idosos no município de Pelotas no ano de 2012, à luz das Políticas Públicas que amparam esta população. Foi utilizada uma abordagem quantitativa a partir da descrição das características levantadas em 210 prontuários do CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social), na cidade de Pelotas-RS, sendo incluído todo o universo de ocorrências atendidas durante o ano de 2012. Também foi realizada uma revisão bibliográfica buscando a legislação sobre o tema, bem como a identificação nestas dos mecanismos de proteção ao idoso. Para realização deste trabalho obteve-se autorização da Secretaria de Cidadania da Prefeitura Municipal de Pelotas e posteriormente foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Católica de Pelotas sob o parecer CEP 249539 de 18/04/2013. Como resultado deste estudo foi possível estabelecer um perfil do idoso que sofreu violência no município de Pelotas-RS atendido no ano de 2012, sendo este do sexo feminino, com idade variando de 70 a 89 anos, viúvo (a), alfabetizados, de cor branca, sem dificuldades para deambular. Já com relação à renda, os que recebem menos que um salário mínimo são mais vitimados, sendo esta proveniente de aposentadoria ou benefícios, e a maioria dos idosos é a única fonte de renda para a família, chegando a quase 80%. Mais da metade dos idosos que sofreram violência tinham como cuidador o filho, e 52,9% residiam com o cuidador, sendo que quase 70% tinham casa própria e apenas 14,6% residiam com familiares. A morbidade mais frequente nos idosos do estudo foi a hipertensão arterial sistêmica, sendo também encontradas transtorno mental, diabetes mellitus, acidente vascular cerebral, entre outras. Sobre a situação de violência, foram caracterizados os principais aspectos como o denunciante, o local que recebeu a denúncia, o agressor, os tipo de violência e os desfechos. Foi encontrado como denunciante mais de 30% anônimos, seguido em menor número pelos vizinhos, que talvez se justifique pela proximidade e testemunho dos episódios de violência realizados no âmbito intrafamiliar sem estar inserido na residência. E o anonimato provavelmente ocorre pelo temor do denunciante em se expor e sofrer represálias por parte do agressor, até mesmo porque muitas vezes este fica impune devido à vítima se recusar a denunciar a violência sofrida pela proximidade, vínculo e/ou medo. O local onde as denúncias se originaram mais frequentemente foi o CREAS. Na maioria dos casos o agressor é o mesmo cuidador, sendo também este o próprio filho. O tipo de violência mais frequente foi a negligência, não aparecendo nenhum registro de violência sexual. Os desfechos dos casos tiveram encaminhamentos necessários para a situação denunciada em 90,5% destes. Existem vários desafios para a proteção e garantia de direitos da pessoa idosa, dentre eles a priorização de políticas de inclusão que possam garantir a superação das situações de riscos e vulnerabilidades, bem como a criação de ambientes saudáveis para a promoção da qualidade de vida |