O tratamento do erro na produção textual: Primazia da forma ou do conteúdo?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2001
Autor(a) principal: Tagliani, Dulce Cassol
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Catolica de Pelotas
Letras
BR
Ucpel
Mestrado em Letras
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.ucpel.edu.br:8080/jspui/handle/tede/389
Resumo: Neste trabalho, procuramos observar como a questão da correção e avaliação de textos vem sendo enfocada por professores do ensino médio de escolas públicas do município de Rio Grande/RS. Normalmente, dois campos costumam ser enfatizados nas correções: conteúdo e forma. Nessa análise, procuramos verificar que aspectos são priorizados por professores de diferentes áreas, quando corrigem textos. Organizamos dois grupos de 10 professores, ambos constituídos por 5 professores de língua portuguesa e 5 professores de outras disciplinas. Na primeira fase da pesquisa, o primeiro grupo trabalhou com a hierarquização de problemas previamente identificados em 4 textos produzidos por alunos do ensino médio (pesquisa induzida). Num segundo momento, o segundo grupo trabalhou com a correção desses mesmos textos (pesquisa não-induzida). Constatamos, no grupo induzido, que não houve uma priorização significativa de um dos campos trabalhados. Entretanto, na atividade proposta nessa primeira fase, observamos um maior rigor por parte dos professores de outras disciplinas na consideração da gravidade do erro. Na pesquisa não-induzida, observamos que tanto os professores de português como os das outras disciplinas, ao corrigir e avaliar os textos, priorizaram os aspectos formais da produção. Percebemos, ainda, que a maioria dos professores não dispõe de critérios objetivos para a atividade de correção. Conseqüentemente, temos um processo avaliativo assistemático, subjetivo e voltado apenas para a prática de organização gramatical.