ÍNDICE DE DESVANTAGEM VOCAL DOS PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL E TRANSTORNO MENTAL COMUM COMO FATOR ASSOCIADO

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Rocha, Luise Marques da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Catolica de Pelotas
Saúde
BR
Ucpel
Doutorado em Saude e Comportamento
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.ucpel.edu.br:8080/jspui/handle/tede/213
Resumo: Objetivo / Hipótese: Verificar a relação dos transtornos mentais comuns com a desvantagem vocal dos professores do ensino fundamental de escolas municipais. As médias dos escores de desvantagem vocal do grupo de professores com indicativo de transtorno mental seriam significativamente maiores do que as médias dos escores de desvantagem vocal do grupo de professores sem indicativo de transtorno mental seja no escore total como nas subescalas, emocional, funcional e orgânica. Delineamento: Estudo observacional transversal analítico, quantitativo, realizado nas escolas municipais da zona urbana e rural da cidade de Pelotas. Método: No total, 633 professores de 31 escolas foram convidados, 575 participaram e 58 foram considerados perda ou recusa. A desvantagem vocal foi mensurada pelo Protocolo do Índice de Desvantagem Vocal (IDV) produzindo quatro escores, um total e três subescalas-emocional, funcional e orgânica. Já a sintomatologia de transtornos mentais foi avaliada pela escala SRQ-20 (Self- Reporting Questionnarie 20 itens). Mann-Whitney e Wilcoxon foram utilizados na comparação das medianas de desvantagem vocal com as variáveis de interesse. Para aproximação da distribuição normal a log transformação foi utilizada. Após, a regressão linear foi realizada para avaliar a relação das variáveis independentes com os desfechos. Resultados: Os professores com indicativo de transtorno mental comum e que relataram ter tirado licença em virtude de problemas com a voz apresentaram pior desvantagem vocal total (p < 0,050). A desvantagem vocal emocional, funcional e orgânica estava significativamente mais alta nos professores com indicativo de transtorno mental comum (p<0,001). A subescala emocional também esteve associada positivamente a quantidade de alunos em sala de aula e a licença tirada em função da voz. Já a subescala funcional mostrou significância com presença de doença auto referida, não fazer repouso vocal, licença por causa da voz e carga 40 horária elevada. Por fim, a subescala orgânica mostrou associação significativa com a idade de 41 anos ou mais, além de ter indicativo de transtorno mental comum. Conclusões: Existe uma estreita relação dos problemas vocais e os transtornos mentais, indicando números bastante expressivos de associação entre alto índice de desvantagem vocal e disfuncionalidade mental