Validação de amostragem continua de dialisato e descrição da cinética de fósforo durante a hemodiálise

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Antunes, Maria Fernanda Dorrego
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Catolica de Pelotas
Centro de Ciencias da Saude
Brasil
UCPel
Programa de Pos-Graduacao em Saude Comportamento
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.ucpel.edu.br:8080/jspui/handle/jspui/760
Resumo: A doença renal crônica é uma lesão que causa uma perda progressiva da função renal. Em sua forma mais avançada, o rim não consegue efetuar suas funções adequadamente. Uma das terapias utilizadas para remover toxinas e excesso de água do corpo, substituindo a função renal, é a hemodiálise. Essa hemodiálise deve ser avaliada quanto a sua qualidade, para saber se a dose está adequada para cada paciente. Um dos parâmentros utilizados para adequação dessa terapia recomendada hoje pela maioria das diretrizes é o Kt/V da ureia. A quantificação direta da ureia no dialisato através da coleta total de dialisado, é considerado o padrão ouro para verificar adequação da diálise. Esse método necessita de uma coleta contínua de dialisato durante o tratamento dialítico, uma coleta fracionada também do dialisato para determinar a cinética do fósforo e da coleta total do mesmo. Por outro lado, aplicar esse modelo na rotina da diálise é dificultoso e impede seu uso generalizado na prática clínica. Sendo assim, o primeiro artigo visou validar um método de baixo volume através de uma amostragem contínua de líquido dialisato. Para isso, foram obtidas amostras contínuas de dialisato, através de uma bomba de infusão com fluxo invertido, através de um coletor com fluxo contínuo e a coleta total de dialisato, utilizando um tonél. Os resultados encontrados foram valores médios de uréia na coleta total de dialisato e calculados a partir da amostra de 40 mL da coleta comítnua de dialisato foram de 33.70 (11.70) g e 33.90 (11.70) g, respectivamente [r 0.96, p <0.0001; viés -0,2 (IC 95% -1,8 a 1.4); limites de acordo -6,8 a 6,4]. A medida antropométrica, quando comparada com o método de quantificação direta, distribuição do volume de ureia subestimado em pacientes com menor tamanho corporal. Em conclusão, esse trabalho mostra que esta nova técnica simples, de baixo custo e de pequeno volume pode fornecer informações precisas informações sobre a quantidade total de solutos removidos por hemodiálise. Já o segundo artigo, visou determinar o perfil da eliminação de fósforo no líquido dialisato também durante a mesma e correlacionar a carga de fósforo eliminada com o cálculo do Kt/V real de ureia. Para isso, foram coletadas amostras de sangue antes e após a sessão para saber quanto cada paciente perdeu após a hemodiálise. A carga de fósforo eliminada foi correlacionada com o cálculo do Kt/V real de urea de acordo com a fórmula de Daugirdas. As amostras fracionadas de dialisato foram obtidas através de um colector de fluxo contínuo. As amostras de sangue também foram coletadas antes e depois de uma sessão para determinar valores de ureia pré e pós-diálise para calcular Kt / V. A carga de fosfato eliminada foi correlacionada com o cálculo real de ureia Kt / V de acordo com a fórmula de Daugirdas. De acordo com os resultado os níveis de fosfato (após o início da sessão) foram de 1,26 ± 0,61 mg / dL e no final da sessão, os níveis foram reduzidos para 0,59 ± 0,19 mg / dL. Os níveis de fosfato permanecem elevados nas primeiras duas horas, e há uma redução significativa após esse período até o final da sessão. O Kt / V da amostra foi de 1,35 ± 0,58 e a carga de fósforo foi de 0,70 ± 0,40, e não houve correlação entre Kt / V e a carga de fósforo (r2 = -0,3607; p = 0,123). Este estudo prova que o Kt / V serve apenas como preditor de qualidade de eliminação para uma ureia, e não para outros solutos como o fósforo.