Efeitos da exposição à poluição atmosférica nas internações por doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo em crianças e adultos residentes na cidade de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Queiroz, Thairis Alves de lattes
Orientador(a): Pereira, Luiz Alberto Amador lattes
Banca de defesa: Pereira, Luiz Alberto Amador, Braga, Alfésio Luis Ferreira, Uemura, Michele Keiko
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Católica de Santos
Programa de Pós-Graduação: Mestrado em Saúde Coletiva
Departamento: Centro de Ciências Sociais Aplicadas e Saúde
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://tede.unisantos.br/handle/tede/4782
Resumo: As afecções osteomusculares (CID:10 de M00 a M25 e M40 a M99) representam uns dos principais agravos à saúde no Brasil sendo de extrema preocupação, tanto do ponto de vista epidemiológico quanto em custos a saúde pública. E as doenças sistêmicas do tecido conjuntivo que também compõe o Capitulo XIII (CID:10 de M30 a M36) embora consideradas raras, são doenças com características complexas e multifatorial. Além de fatores de risco conhecidos para estas doenças, os poluentes do ar podem desencadear uma resposta de estresse oxidativo, levando a inflamação sistêmica. O presente estudo objetivou avaliar a correlação entre a exposição aos poluentes atmosféricos monitorados e o possível efeito sobre as internações por DSOTC (Doenças do Sistema Osteomuscular e do Tecido Conjuntivo), em crianças e adultos internados em hospitais do SUS no estado de São Paulo, no período de 2011 a 2016. Trata-se de um estudo do tipo ecológico de séries temporais, utilizando o modelo de regressão de Poisson e uma estrutura de defasagem de distribuição polinomial de até 14 dias após a exposição aos poluentes. Durante o período estudado foi constatado um total de 54.982 casos de internação por DSOTC na cidade de São Paulo, sendo as faixas etárias de 20 a 59 anos e 60 anos ou mais predominantes e mais vulneráveis aos efeitos a exposição aos poluentes. Os poluentes apresentam-se dentro dos limites impostos pelo Decreto Estadual nº 59.113 de 23/04/2013, exceto o ozônio (O3) que ultrapassou 296 vezes o limite imposto que é de 140 µg/m3. E quando comparados aos padrões impostos pela OMS, 3 dos 5 poluentes analisados ultrapassaram os limites diários estabelecidos, que são o O3, PM10 e NO2. O PM10 ultrapassou 288 vezes o nível diário permitido durante o período analisado. Com efeitos agudos e tardios para o número total de internações por DSOTC e para as faixas estarias de 20 a 59 e de 60 anos ou mais, com um aumento médio de 1,31% (IC 95%: 0,52- 2,09) no 13º dia sobre o número de internações por DSOTC. Ressaltando que dos 5 poluentes analisados 4 apresentaram efeito significativo sobre as internações por DSOTC no número total e em, pelo menos, uma das faixas etárias estipuladas, e que os padrões estabelecidos atualmente no estado de São Paulo não podem ser considerados seguros em relação a saúde humana, reforçando a necessidade de novos parâmetros que minimizam os efeitos adversos dos poluentes ar.