Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Queiroz, Adriana Duarte Miranda
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Orientador(a): |
Pereira, Luiz Alberto Amador
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Banca de defesa: |
Pereira, Luiz Alberto Amador,
Braga, Alfésio Luis Ferreira,
Uemura, Michele Leiko |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Católica de Santos
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Programa de Pós-Graduação: |
Mestrado em Saúde Coletiva
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Departamento: |
Centro de Ciências Sociais Aplicadas e Saúde
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://tede.unisantos.br/handle/tede/5061
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Resumo: |
Atualmente o carcinoma de tireoide (CT) vem apresentado um crescimento da taxa de incidência na maioria dos países (cerca de 1% ao ano). A incidência anual varia entre as populações, mas encontra-se entre 2-3 casos/100 mil homens e 4-9 casos/100 mil mulheres. Para a Paraíba, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer para o biênio 2018-2019 é de 5,88/100.000 para mulheres e 2,08/100.000 em homens. Objetivo: Verificar a relação entre fatores clínico-epidemiológicos dos pacientes com carcinoma diferenciado da tireoide (CDT) atendidos em um hospital de referência no Estado da Paraíba e risco de recorrência da doença. Métodos: Tratou-se de um estudo transversal, realizado através da coleta de dados obtidos de prontuários dos pacientes com CDT atendidos na Fundação Assistencial da Paraíba (FAP) entre abril de 2011 a abril de 2018. Foram considerados fatores de risco: história de exposição ocupacional a substâncias ou à radiação ionizante, tabagismo, presença de doença autoimune da tireoide (DAT), neoplasia maligna prévia e história familiar de câncer de tireoide. Foi utilizado o teste de Qui-quadrado para associação de variáveis qualitativas e para análise dos possíveis fatores associados foram utilizados modelos de regressão logística com nível de significância de 5%. Resultados: Foram selecionados 284 pacientes, a maioria do sexo feminino (86,6%), com idade média de 46,3±14,4 anos, cerca de 40% dos indivíduos eram agricultores, 70,6% não referiam exposição ocupacional e 97,6% não referiram exposição à radiação. Quarenta e três (20%) referiam história familiar de CT e 75,7% não apresentavam DAT. A variante papilífero clássica do CDT foi a mais prevalente (69,4%) e 32,7% dos CDT eram multifocais. Na avaliação de risco de recidiva, 98 (34,5%) apresentaram com risco intermediário e 43 (15,1%) com alto risco. A análise univariada identificou ¿idade¿ (OR=1,05; IC=1,046-2,723; p=0,031), ¿zona de moradia¿ (OR=1,87; IC=1,10-3,17; p=0,02), ¿exposição à agrotóxicos¿ (OR=2,03; IC=1,135-3,618; p=0,016), ¿DAT¿ (OR=5,63; IC=1,204-26,351; p=0,045), ¿subtipos histológicos de maior agressividade¿ (OR=5,12; IC=1,037-25,28; p=0,001) e ¿tumor multifocal¿ (OR=2,56; IC=1,527-4,278; p=0,001) como fatores de risco para recidiva, contudo na análise múltipla final, apenas subtipo histológico mais agressivo, exposição ocupacional e tumor multifocal mostraram-se estatisticamente significantes. Discussão: Alguns resultados desse estudo são concordantes com os dados encontrados na literatura como idade ao diagnóstico, maior prevalência do sexo feminino e da variante papilífero clássica do CDT. Na regressão múltipla, tumores multifocais e variantes consideradas mais agressivas também foram concordantes. Apesar da exposição ocupacional mostrar associação estatisticamente significante com risco de recidiva, esse estudo apresenta limitação quanto ao desenho pois exposição e doença não são condições contemporâneas e não foi mensurado o tempo de exposição e se há presença de contato atual ou passado com as substâncias. Conclusão: Variantes histológicas mais agressivas e tumores multifocais são fatores de risco para recidiva da doença. Exposição ocupacional a agrotóxicos apresenta controvérsias quanto a esse risco, portanto novos estudos são necessários para esclarecer essa relação. |