Protocolo abreviado da ressonância magnética das mamas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Moraes, Márcia Cristina Gonçalves de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Medicina
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10178
Resumo: Introdução: O câncer de mama figura, atualmente, entre as mais frequentes neoplasias malignas e entre as principais causas de morte por câncer na população feminina mundial. A ressonância magnética das mamas (RMM) se destaca face à superioridade de sua acurácia em relação aos demais métodos de imagem disponíveis. Porém, esse recurso diagnóstico apresenta algumas limitações como o longo tempo de realização do exame e de interpretação das imagens, o qual se converte em um alto custo individual do procedimento. A ressonância magnética das mamas com o protocolo abreviado (RMMab), ou seja, menos extenso e complexo, representa uma diminuição no tempo e, consequentemente, nos custos do procedimento, surgindo como uma alternativa para ampliar o acesso a esse exame. Objetivo: O objetivo do presente estudo é avaliar a concordância intraobservador entre os protocolos abreviado e padrão (RMMp) na interpretação das imagens da ressonância magnética das mamas. Métodos: Estudo transversal retrospectivo, com amostra consecutiva de mulheres submetidas ao exame de RMM. As imagens foram avaliadas de forma independente, em duas etapas, por três radiologistas especialistas, com 12, 7 e 2 anos de experiência. Inicialmente, avaliou-se a RMMab e, em seguida, a RMMp, obtendo-se uma categoria do Breast Imaging - Reporting and Data System (BI-RADS) para cada mama, em cada uma das etapas. Resultados: O estudo incluiu 419 mulheres (838 mamas ou categorias BI-RADS). Observou-se muito boa concordância entre os protocolos abreviado e padrão para a população total do estudo, bem como para os subgrupos por indicação da RMM e também para o BI-RADS simplificado, cujas categorias foram agrupadas de acordo com a suspeita de malignidade e recomendação de conduta. Conclusão: A concordância entre os protocolos indica que, apesar da redução da complexidade do método, a RMMab é capaz de atender à maioria das demandas da RMMp. Estudos prospectivos são necessários a fim de padronizar a RMMab e o BI-RADS simplificado, validando a aplicabilidade de ambos no rastreio e diagnóstico do câncer de mama.