Avaliação por ressonância magnética em equipamento de 3,0T do joelho de adolescentes assintomáticos praticantes de futebol
| Ano de defesa: | 2015 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Medicina Brasil PUCRS Programa de Pós-Graduação em Medicina/Pediatria e Saúde da Criança |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/6522 |
Resumo: | Introdução: Atletas que praticam esportes de médio a alto impacto, como o futebol, tem maior risco de sofrer lesões articulares, particularmente do joelho, e seu diagnóstico pode ser feito acuradamente pela Ressonância Magnética (RM). No entanto, muitas alterações detectadas pela RM em atletas são assintomáticas. Até o momento somente estudos com equipamento de baixo campo foram realizados para avaliar o joelho de adolescentes jogadores de futebol assintomáticos. Objetivos: O objetivo deste estudo caso-controle foi avaliar os joelhos de adolescentes assintomáticos jogadores de futebol por RM em equipamento de 3.0T. Participantes e métodos: Foram avaliados 87 joelhos de adolescentes assintomáticos do sexo masculino entre 14 e 17 anos de idade. Os participantes foram divididos em dois grupos: jogadores de futebol (46 joelhos) e controles (41 joelhos). Os exames foram realizados utilizando equipamento de RM de 3.0T e foram avaliados por dois radiologistas com experiência em musculoesquelético cegados para os grupos. Foi avaliada a presença de edema medular ósseo, derrame articular, alterações da cartilagem articular, alterações dos meniscos, alterações ligamentares, tendíneas e coxins gordurosos. Resultados: No grupo de jogadores de futebol, 31 joelhos (67,4%) tiveram pelo menos uma alteração, enquanto no grupo controle 20 joelhos (48,8%) tiveram pelo menos uma alteração. A prevalência de edema medular ósseo foi significativamente maior no grupo de jogadores (19 joelhos, 41,3%) do que no grupo controle (3 joelhos, 7,3%), p=0,001. Outras alterações foram encontradas no grupo de jogadores como tendinopatia patelar, porém sem diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos. Mínimo/pequeno derrame articular, edema da gordura de Hoffa, alteração da cartilagem da patela e cistos gangliônicos foram encontrados em ambos os grupos. Conclusão: Indivíduos adolescentes assintomáticos tantos jogadores de futebol como não praticantes de esportes apresentam uma alta prevalência de alterações detectáveis ao exame de RM de 3.0T sendo a presença de edema medular ósseo marcadamente maior em atletas jogadores de futebol. Os achados à RM de 3.0 T nesta população foram superponíveis ao de estudo prévio realizado com RM de 0.35T. Futuros estudos comparando os dois tipos de equipamento na mesma população poderiam comprovar estes achados. |