Percepção da epêntese medial por aprendizes porto-alegrenses de inglês como língua estrangeira
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades Brasil PUCRS Programa de Pós-Graduação em Letras |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/11527 |
Resumo: | Esta pesquisa tem como objetivo analisar a percepção fonológica da vogal epentética em encontros consonantais mediais do inglês por aprendizes de inglês como L2, com níveis de proficiência básico a avançado. Como objetivos específicos têm-se i) analisar a relação entre o nível de proficiência em inglês como L2 dos participantes e a percepção da epêntese vocálica; ii) investigar a relação entre grau de imersão na língua inglesa declarado pelos participantes e a percepção de epêntese vocálica revelada; iii) analisar a relação entre o condicionamento da qualidade segmental das consoantes que compõem o encontro consonantal, tanto em relação ao ponto quanto ao modo de articulação, e a existência do encontro consonantal no sistema fonológico das duas línguas, português e inglês, ou no de apenas uma delas, para a percepção da epêntese vocálica. Tais objetivos serão perseguidos a partir dos pressupostos teórico-metodológicos da Teoria da Variação (Labov,1972), com foco no papel da variação na aquisição da L2, conforme Young (1999), Bayley (2005) entre outros. Com relação à aprendizagem fonético-fonológica da L2 e ao papel da imersão nessa aprendizagem, este estudo considera ainda o Modelo de Aprendizagem da Fala proposto por Flege (1995, 2021). O corpus para a realização do trabalho conta com 30 falantes de inglês como língua estrangeira, com idades entre 18 e 59 anos e com nível de proficiência de básico A2 a proficiente C2, de acordo com o quadro comum europeu (CEFR). Os participantes foram convidados a realizar duas tarefas de percepção, sendo elas de identificação e de discriminação, elaboradas com o auxílio do software Psychopy (versão 2022.2.4). Os dados de percepção foram submetidos à análise estatística por meio da plataforma RStudio. Os resultados obtidos para as variáveis linguísticas apontaram que os segmentos desvozeados [t] e [∫] apresentaram taxas significativas de acertos da percepção da epêntese vocálica como contexto precedente. A variável tipo de encontro consonantal obteve encontros consonantais existentes apenas no inglês com maior número de acertos. A variável tipo de cluster demonstrou que encontros consonantais constituídos por uma sequência de consoante não vozeada e vozeada apresentaram maior taxa de acertos. Sobre o acento, obteve-se maior taxa de acertos em encontros consonantais existentes na fronteira entre sílaba tônica e átona ou átona e tônica, conforme esperado. Quando relacionado a número de sílabas, os resultados apontaram que palavras com quatro, três e duas sílabas obtiveram alta taxa de acertos. Sobre contexto morfológico, obteve maior taxa de acertos em palavras em que o encontro consonantal estava na fronteira entre radical e sufixo. Quando relacionado a tempo de duração, palavras com vogais que apresentaram maior duração obtiveram maior número de acertos. Os resultados não linguísticos apontaram que níveis de proficiência mais avançados obtiveram maior número de acertos nos testes de percepção, assim como a maior frequência de contato com a língua inglesa apresentou maior taxa de acertos também. |