Longa duração e serialidade no cinema do século XXI : os casos Twin Peaks – O retorno (2017) E la flor (2018)
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Comunicação, Arte e Design Brasil PUCRS Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/11504 |
Resumo: | Este trabalho tem por objetivo investigar experiências de longa duração e serialidade no cinema deste século. Em sua primeira parte, ele traça a evolução histórica dos seriados e dos filmes de longa duração, procurando verificar momentos de interseções e redefinições a partir da identificação de exemplos-chave que, de alguma maneira, perturbaram ou moldaram a ideia que temos desses formatos. Estes exemplos compõem uma rede diacrônica de conexões que demonstram que as noções de longa-metragem e seriado são culturalmente construídas e se adaptam em diferentes mídias, como o cinema e a televisão, a depender as exigências do momento histórico. Cada um dos capítulos desta parte termina esmiuçando a duração e segmentação interna dos dois principais objetos de nossa pesquisa, a série Twin Peaks – O Retorno (2017) e o filme La Flor (2018). Na segunda parte, o trabalho concentra-se na análise dessas duas obras, extrapolando as suas durações mecânicas e divisões internas. Assim, comparamos as durações de exibição com as diversas durações diegéticas exploradas em cada uma das narrativas e identificamos os tipos de experiência de duração propostas por esses filmes-série. O cruzamento entre as propostas das duas partes que compõem a tese gera uma trama cujos pontos de contato são explorados. Para tanto, convocamos principalmente as noções de duração propostas por Henri Bergson e Gaston Bachelard, sugerindo uma dialética entre elas que ajuda a iluminar a especificidade dos objetos de análise escolhidos, para além do uso das ferramentas da narratologia. Conceitos como o Infamiliar (Sigmund Freud) e do jogo teatral (Johan Huizinga) também são fundamentais para se entender o tipo de percepção de duração proposto pelas obras. |