[pt] A CONSTRUÇÃO DO CORPO EM PABLO PICASSO E MARCEL DUCHAMP

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: CARMEN SILVIA MAIA DE PAIVA
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=9129&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=9129&idi=3
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.9129
Resumo: [pt] Esta pesquisa tem como tema uma reflexão sobre cruzamento entre corpo e processo criativo nos percursos de Marcel Duchamp (1887- 1968) e Pablo Picasso (1881-1973). Embora partilhem o mesmo período histórico, suas trajetórias de trabalho revelam distintas concepções de arte, bem como modos diversos de inserção nos domínios históricos e culturais. Como os procedimentos operatórios que estruturam os trabalhos artísticos se ligam a um conjunto de criações e de transferências de sentido que se constituem e se metamorfoseiam na ação de cada artista, este estudo encontra-se vinculado aos impasses e às possibilidades referentes aos processos civilizadores e de modernização. A metáfora do corpo em cada um dos artistas indica atitudes e reflexões quanto às noções de adesão ou distanciamento muito particulares e fecundas para a compreensão da situação da arte e da cultura hoje. Assim como a formação do simbólico também se refere ao modo como os homens se organizam material e economicamente, à análise das poéticas e estratégias diversificadas dos artistas em questão, uniremos o exame das condições do trabalho elaboradas quando do surgimento e desenvolvimento da modernidade, isto é, a lógica da emancipação da noção de trabalho e a separação entre ideação e execução.Tomamos por base o fato da obra de Pablo Picasso e sua noção de corpo fazer metáfora e constituir um espaço de reversibilidade. A partir da noção de metamorfose, da assimilação de princípios construtivos da arte primitiva e da releitura da história da arte, constatamos a elaboração de um conceito mais elástico de representação de corpo. A essa busca dramática de religar corpo e indivíduo fraturados a uma noção impossível de modernidade, Marcel Duchamp interpõe um corpo transformado em mercadoria e fragmento. À concepção de arte em Picasso, do indivíduo enredado à linguagem corporal, Duchamp contrapõe a manifestação do descolamento entre homem e linguagem como se esta fosse a própria condição da criação: a de um texto fraturado.