[pt] O CARTAZ POLÍTICO: PODER E POTÊNCIA

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: BARBARA PECCEI SZANIECKI
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=7141&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=7141&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.7141
Resumo: [pt] A iconografia de Luís XIV foi um exemplo de representação da soberania onde a separação espacial e o acabamento perfeito das figuras refletia a organização social e política que a produzia. Contudo, fora da Igreja e do Estado, desenvolveram-se ao longo da modernidade, expressões estéticas opostas à representação do poder transcendental. Ao final do reinado de Luís XIV, surgiu um discurso histórico-político que, após revelar as múltiplas nações que lutam sob o Estado, autodialetizou-se quando, ao reivindicar uma função totalizadora, o Terceiro Estado retomou, de certa maneira, a tese monárquica onde a nação residia inteiramente na pessoa do rei. Esse movimento explicaria uma certa continuidade do discurso visual do poder - dos portraits monárquicos aos republicanos - por um lado e, por outro, a multiplicidade das formas de resistência: os cartazes políticos de maio de 68 foram a expressão das diversas nações contestadoras dos poderes e saberes constituídos daquele momento, manifestando o desejo de proximidade social e de renovação política através de elementos próximos da estética carnavalesca. Na transição contemporânea de uma soberania moderna para uma soberania imperial, a crise político-estético entre transcendência e imanência perdura. Por um lado, monarquia e aristocracia imperial apresentam a unidade transcendental através de recursos estéticos semelhantes. Por outro, no terceiro nível do Império, encontramos expressões estéticas que se afastam radicalmente das representações do poder e que denominamos manifestações de potência a partir da definição sociológica, política e ontológica de multidão.