[pt] ATIVIDADE MADEIREIRA E SEU PAPEL NA CONSTRUÇÃO DE UMA HISTÓRIA AMBIENTAL DA MATA ATLÂNTICA COLONIAL

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: CAROLINA TORRES GOMES
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=69624&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=69624&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.69624
Resumo: [pt] A madeira esteve presente em diversos aspectos do cotidiano das sociedades pré-industriais, e no Brasil pós chegada dos europeus, sua exploração econômica começou na Floresta Atlântica. Este trabalho visa contribuir para discussão sobre o uso das madeiras nativas da Mata Atlântica durante o período colonial brasileiro e sua contribuição para a transformação da paisagem. No levantamento sistemático realizado, 146 documentos históricos foram selecionados para análise revelando 132 nomes populares de madeiras, relacionadas a 341 possíveis espécies da Mata Atlântica, sendo 10 por cento atualmente ameaçadas de extinção. As famílias mais representativas foram Leguminosae, Lauraceae e Apocynaceae, e as madeiras mais citadas para exportação foram jacarandá, peroba, vinhático, pau-brasil e tapinhoã, sendo Lisboa o porto de destino mais indicado. 59,5 por cento das madeiras apresentaram uso Indefinido, 17,6 por cento Uso Múltiplo e outros 17,6 por cento Construção Naval. Os documentos analisados indicaram mais de 20.000 m cúbicos de madeiras exploradas, e os locais com maiores citações de exploração foram Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Alagoas. A maioria das indicações de locais de extração de madeiras pelos nomes populares foram compatíveis com a ocorrência geográfica das possíveis espécies às quais foram relacionadas. Foi possível relacionar os anos de maior exportação de madeira a eventos históricos. A mão de obra utilizada era diversa e possivelmente segmentada, o conhecimento sobre as madeiras era pouco organizado e confuso. É de fundamental importância entender o passado para melhor compreender o presente e estudos de história ambiental podem ajudar a explicar padrões ecológicos observados na atualidade.