[pt] FIGURAS DO DISCURSO E (DES)CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA: UMA ANÁLISE DE RAPS NACIONAIS DA ÚLTIMA DÉCADA

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: ANA PAULA MORAES RAMOS
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=14063&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=14063&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.14063
Resumo: [pt] Esta pesquisa investiga construções figurativas presentes nas letras de raps nacionais produzidos na última década, com vistas a compreender o seu valor como elementos de (des)construção identitária. Situa-se, por isso, em um ponto de confluência entre as seguintes vertentes: (a) estudos da identidade como criatura da linguagem; (b) estudos da figuratividade como fenômeno fundante na linguagem, no pensamento e na ação; e (c) estudos da música popular como elemento importante na constituição de identidades sociais. Partindo de uma visão não representacionista da linguagem, a análise aqui realizada indica que a linguagem do rap nacional produzido na última década dá mostras de uma tensão entre uma retórica implícita - discernível, por exemplo, em figuras ontológicas, espaciais e estruturais fossilizadas, associadas a uma série de predileções culturais bastante entranhadas - e uma retórica mais explícita, manifesta, sobretudo em um investimento deliberado de desestabilização e ressignificação dessas figuras cristalizadas. Este estudo traz duas conclusões principais e interligadas: considerada a amostra analisada, vimos, em primeiro lugar, que é característica marcante dessas figuras a sua propensão a uma volatilidade radical, sua tendência a frustrar sistematicamente resultados interpretativos estáveis; vimos, em segundo lugar, que, muito em parte por conta dessa própria volatilidade, elas desempenham um papel importante no que tange aos nossos processos identitários, misturando com freqüência o reforço e a desestabilização de oposições essencialistas culturalmente arraigadas, e proporcionando um reconhecimento menos dicotômico das identidades em jogo na cena sócio-cultural em foco.