[en] BETWEEN BALLGAMES AND MP3S: TEENAGE CULTURAL DIFFERENCES, DIALOGUE AND GROUP REGULATION IN SCHOOL EDUCATION

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: MIRIAM SOARES LEITE
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=11632&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=11632&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.11632
Resumo: [pt] Este estudo de caso se desenvolveu com base em pesquisa documental, entrevistas com gestoras, professoras, agente educadora e alunos adolescentes de uma escola pública da rede municipal da cidade do Rio de Janeiro, onde também se realizaram observações de cunho etnográfico ao longo do ano letivo de 2006. Discutem-se os diferentes modos de dialogia observados no cotidiano dessa escola, em articulação com as questões de regulação do coletivo, privilegiando-se as sétima e oitava séries (atuais oitavo e nono anos) do ensino fundamental, onde foram observadas aulas em quatro turmas. O foco foi prioritariamente didático, reafirmando-se nesse campo a multidimensionalidade dos processos de ensinoaprendizagem de que se ocupa e o diálogo com as contribuições das teorias crítica e intercultural. Colocaram-se como interlocuções teóricas basilares os estudos de Vera Candau e de Peter McLaren, no que se refere à Didática e às perspectivas crítica e intercultural, e, na abordagem do sentido e da produtividade dos atos de regulação discutidos, os trabalhos de Norbert Elias acerca da trajetória da construção cultural dos modos comportamentais hegemônicos no ocidente. O corpus documental construído na pesquisa de campo foi analisado a partir da questão como os modos escolares de dialogia podem afetar a regulação do coletivo adolescente no ensino fundamental? - que se desdobrou nos questionamentos que se seguem: como os sujeitos investigados significavam adolescência, indisciplina e violência escolar? Como a questão da diferença apareceu nesses processos de significação? Que comportamentos em relação ao coletivo foram assim favorecidos? A heterogeneidade percebida na escola pesquisada, contudo, não permite que sobre ela se discuta em termos singulares. Nesse sentido, se por um lado se identificou freqüente desqualificação da voz adolescente, fundamentada em uma visão essencialista e negativa dessa faixa etária, que tendia a comprometer a possibilidade de diálogo intercultural entre os adolescentes e parte dos adultos desse espaço, por outro, profissionais que não assumiam essa perspectiva, abrindo-se dialogicamente à diferença adolescente, tendiam a ter menores problemas de indisciplina nas suas aulas, como dispersão e microviolências. Para além dos encaminhamentos didático-pedagógicos identificados, discutem-se outros aspectos do entorno sociocultural mais amplo que também afetavam as questões em análise, como crise da autoridade, declínio do programa institucional (conforme descrito por François Dubet), cultura cibernética, precariedade das condições de ensino-aprendizagem. Questionam-se, desse modo, as generalizações que atribuem o quadro de dificuldades de convivência e comportamento adolescente enfrentado por muitas escolas na atualidade a uma suposta ruptura cultural por parte das novas gerações, observando-se que, entre a bola e o mp3, os adolescentes da escola investigada optavam por ambos.