[en] CONTEMPORARY DISFORM AND INCARNATED DESIGN: OTHER POSSIBLE MONSTERS.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: BARBARA PECCEI SZANIECKI
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=16274&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=16274&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.16274
Resumo: [pt] Em suas aceleradas transformações, o mundo contemporâneo se apresenta diante dos nossos olhos como algo disforme no qual o designer procura caminhos de atuação. Em nossa tese procuramos investigar, dentro do campo da arte-design, práticas de resistência à sociedade de controle – tal como teorizada por autores como Foucault, Deleuze e Guattari, Negri – a partir da metáfora do monstro, ou melhor de monstruações entendidas como processos que emanam diretamente da vida social e alcançam uma dimensão estética. No primeiro capítulo apresentamos experiências históricas: da mestiçagem tal como concebida por Freyre à antropofagia proposta por Oswald de Andrade para a cultura moderna, passando pelo fricção entre arte e etnografia empreendida por Bataille; e mais tarde, das derivas dos Situacionistas aos happennings dos Tropicalistas, passando pelos Parangolés de Oiticica. Sempre no mesmo capítulo, apresentamos nossa proposta teórica de uma estética constituinte – estética da multidão – assim como hipóteses de outros designs possíveis. Nesse sentido, pesquisamos no segundo capítulo práticas estéticas de um precariado constituído por movimentos sociais urbanos – Sem Teto, Sem Emprego e Sem Máquinas Expressivas – em luta nas metrópoles. Denominamos Multiformances suas carnavalizações, performances e ocupações, e as analisamos a partir da filosofia da linguagem. Contudo, a efemeridade dessas manifestações nos levou a investigar como manter algum nível de mobilização política e de consistência estética para além do evento. No terceiro capítulo, analisamos práticas expressivas constituídas imediatamente nas redes sociais e tecnológicas da internet. Denominamos Plataformas essas práticas que distribuem, dispõem e maquinam o evento estético-político. Sua monstruosa cooperação desafia as capturas que caracterizam o capitalismo contemporâneo, dito cognitivo. Para além de um design engajado, concluímos sobre um design encarnado.