[pt] QUANDO A DIFERENÇA É MOTIVO DE TENSÃO: UM ESTUDO DE CURRÍCULOS PRATICADOS EM CLASSES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Ano de defesa: | 2006 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
MAXWELL
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=9293&idi=1 https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=9293&idi=2 http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.9293 |
Resumo: | [pt] Nesta pesquisa de inspiração etnográfica, procurou-se conhecer e compreender de que forma o referencial teórico da diferença, trazido à escola e à formação de professoras via estudos sobre o fracasso escolar, foi incorporado nas práticas pedagógicas cotidianas de professoras dos anos iniciais do ensino fundamental. Foi investigada uma escola da rede pública municipal do Rio de Janeiro, localizada no interior de uma grande favela- bairro. O estudo contou com observações a reuniões de planejamento e centros de estudos, a aulas de quatro turmas e três professoras e também com entrevistas a essas três professoras e à diretora e à coordenadora pedagógica da escola. Considerou- se a princípio que a diferença é um tema que não exige apenas ações planejadas e conscientes, uma vez que também emerge em situações não previstas e que, quase sempre, implicam em tensão. Iniciou-se o estudo pela delimitação do que se entende por uma educação intercultural e, para isso, optou-se por tomar como autores/as de referência Peter McLaren, com seu multiculturalismo crítico e Vera Candau, com sua didática intercultural. Para compreender como as professoras constróem seus conhecimentos didáticos, optou-se por trabalhar com Maurice Tardif e sua noção de saberes docentes. Para lidar com a ação docente diante do inesperado e do imprevisto, escolheu-se Philippe Perrenoud e a noção de habitus profissional que ele aperfeiçoou. A partir daí, analisam-se o projeto pedagógico da escola apresentado pela equipe técnico pedagógica e discutido em algumas reuniões observadas, cenas do cotidiano da escola acompanhadas pela pesquisadora e as entrevistas feitas às professoras pesquisadas. Percebeu-se que a palavra diferença congrega variados sentidos e que alguns deles de fato estão presentes nessa escola e sendo enfrentados por essas professoras em suas atividades como docentes, mas que a perspectiva cultural abordada por McLaren, Candau e outros e procurada pela pesquisadora somente apareceu nos momentos de estudo do tema pelo grupo de docentes. Nesse sentido, acredita-se que ainda há muito o que investir em políticas de formação docente para que esse referencial, pelo seu viés cultural e numa perspectiva crítica, penetre as práticas pedagógicas. |