CONHECIMENTO, AMOR E EDUCAÇÃO EM PLATÃO.
Ano de defesa: | 2005 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Ciências Humanas BR PUC Goiás Educação |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://localhost:8080/tede/handle/tede/1191 |
Resumo: | Uma das questões com as quais Platão mais se preocupou foi a questão do conhecimento. A questão do conhecimento era importante devido os problemas teóricos deixados, sobretudo pelos pré-socráticos Heráclito e Parmênides e também sobre o relativismo em que fora colocado o conhecer pelos sofistas, especialmente, Protágoras e Górgias. Às teses contrárias de Heráclito e Parmênides, que tudo flui e que só o ser é, Platão irá operar uma verdadeira síntese. Segundo Platão, Heráclito estaria certo enquanto nos referimos apenas ao âmbito do sensível. Realmente a característica principal deste mundo é a instabilidade, a mobilidade, o fluir contínuo. Enquanto que à tese parmenidica Platão faz corresponder o mundo das idéias, o inteligível, cuja característica é a estabilidade e imutabilidade. Em contraposição ao pensamento sofista Platão afirma a existência e possibilidade do conhecimento verdadeiro: nosso conhecimento acerca da realidade não estaria sujeito às vicissitudes humanas, mas temos um critério absoluto de julgamento, acerca do certo e do errado, do falso e verdadeiro as idéias. Platão concebe a existência do mundo metafísico das idéias. O filósofo ateniense ilustra esta divisão metafísica da realidade no famoso Mito da Caverna no livro VII de A República. Ao mundo da caverna, mundo das sombras, cópia da verdadeira realidade, Platão faz corresponder o mundo sensível. Ao mundo fora da caverna, mundo da luminosidade plena, das verdadeiras realidades, faz corresponder o mundo inteligível. O verdadeiro conhecimento para Platão se encontra, portanto, no mundo inteligível. O conhecimento sensível seria ilusório. Para explicar como atingimos o conhecimento verdadeiro Platão recorre à doutrina da reminiscência, exposta pela primeira vez no diálogo Mênon. Segundo os estudiosos, Mênon seria o primeiro diálogo que traz a primeira resposta sobre o conhecimento. A questão principal neste é a seguinte: como podemos conhecer aquilo que ignoramos? Em outros termos: como explicar que ao encontrar a verdade que procurávamos temos a certeza de que a encontramos? Como sabemos que isso que encontramos é aquilo que procurávamos, visto que não a conhecíamos? Segundo Platão o conhecimento só pode ser recordação daquelas idéias que desde a eternidade foram gravadas em nossas almas. O conhecimento em Platão é reconhecimento. É importante atentarmos para a importância da concepção platônica de alma se quisermos compreender corretamente sua explicação sobre o conhecimento. |