Linearidade e fragmentação no romance

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Araújo, Evandro Rosa de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Escola de Formação de Professores e Humanidade::Curso de Letras
Brasil
PUC Goiás
Programa de Pós-Graduação STRICTO SENSU em Letras
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucgoias.edu.br:8080/handle/tede/3802
Resumo: Esta dissertação desenvolve um estudo sobre a evolução do romance, refletindo sobre as mudanças que se processaram na narrativa literária ao longo do tempo, até chegar a formas mais evoluídas de escrita. Nas narrativas tradicionais, a temática, o espaço, as personagens e o tempo eram desenvolvidos de forma exterior, e o enredo primava pela linearidade. Os modelos eram pré-estabelecidos, inspirados nas narrativas de Walter Scott e nos muitos romances de tendência histórica que vinham sendo desenvolvidos na Europa. Mas as diversas mudanças ocorridas no comportamento do homem citadino pós-Revolução Industrial influenciaram também a maneira de produzir romances. Desse modo, para mostrar um pouco dessa mudança na maneira de se construir narrativas, processada ao longo do tempo, foram utilizadas nesta dissertação as obras O Guarani, de José de Alencar, e O Último dos Moicanos, de James F. Cooper, que são narrativas históricas que trazem um pouco das primeiras manifestações desse gênero, em um cenário plástico, com personagens idealizadas e uma preocupação com a linearidade dos acontecimentos, e cujo narrador é onisciente. Foi usado também na pesquisa o livro Ulisses, de James Joyce, para mostrar alguns aspectos da evolução da narrativa romanesca, em que o artista conseguiu desenvolver uma história que foge completamente aos moldes pré-definidos pela primeira fase romântico-idealista. Produzida no período entreguerras, o livro Ulisses focaliza, em muitos momentos da narrativa, as mazelas e incertezas da vida moderna. Joyce representa nas páginas do seu livro o cotidiano do cidadão da Dublin contemporânea, rompe com a linearidade e utiliza técnicas inovadoras para mostrar que o tempo é muito mais complexo do que se imagina. Serviram de lastro para este estudo as reflexões dos teóricos do romance Rosenthal (1974), Rosenfeld (1969), Humphrey (1976), D’Onofrio (1982) entre outros.