QUALIDADE DE VIDA E PRÁTICAS DOS PAIS NA HIGIENE BUCAL DE SEUS FILHOS.
Ano de defesa: | 2015 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Ciências da Saúde BR PUC Goiás Programa de Pós-Graduação STRICTO SENSU em Atenção à Saúde |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://localhost:8080/tede/handle/tede/3147 |
Resumo: | Uma saúde bucal precária pode alterar a vida das crianças e de sua família, influenciando sua capacidade mastigatória, sono, desempenho escolar, interação social e autoestima e pode ainda ter impacto na sua qualidade de vida. A dissertação foi construída na modalidade artigo. O primeiro artigo trata de uma revisão integrativa da literatura e teve como objetivo analisar fatores que influenciam a qualidade de vida relacionada à saúde bucal de crianças pré-escolares. A busca foi realizada no National Library of Medicine (PubMed) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e publicados de 2004 a 2014. Os 17 estudos selecionados eram de corte transversal, sendo quatro de base populacional. Todos utilizaram o Early Childhood Oral Health Impact Scale (ECOHIS) como instrumento para avaliação da qualidade de vida relacionada à saúde bucal. Dos distúrbios bucais que apresentaram impacto negativo na qualidade de vida relacionada à saúde bucal da criança e da família, cárie apareceu em nove artigos; traumatismo dentário em três e má oclusão em apenas um. Outros fatores também apresentaram associação com a qualidade de vida relacionada à saúde bucal de crianças pré-escolares e seus pais: renda familiar baixa, menor escolaridade e idade dos pais, dor de dente. O segundo artigo teve como objetivo verificar a relação entre qualidade de vida e as práticas dos pais na saúde bucal de seus filhos em idade pré-escolar. Trata-se de um estudo transversal, realizado com pais de 132 crianças de 2 a 5 anos de idade matriculadas em uma pré-escola no norte do Estado de Goiás. Os pais foram convidados a preencher a ficha de perfil sociodemográfico, o questionário ECOHIS e um questionário estruturado, contendo questões objetivas específicas sobre práticas dos pais em relação à higiene bucal dos filhos. Na análise estatística foram utilizados os testes Qui Quadrado, Exato de Fisher, Sperman s e de Mann-Whitney. A maioria da amostra estudada foi composta por mães (91,7%), com média de idade de 29,9 anos, ensino fundamental e médio (92,4%) e renda familiar média de R$ 1.220,00. A maior parte dos pais relatou que seus filhos têm os dentes escovados menos de três vezes ao dia (68,2%), usam escova de dente e creme dental infantil (92,3% e 62,9% respectivamente), não usam mamadeira ao dormir (61,4%) e que começou a escovar os dentes dos filhos antes de 1 ano de idade (65,2%). A pontuação total média do ECOHIS foi 5,3 que representa um fraco impacto da saúde bucal na qualidade de vida das crianças e das famílias. Crianças que usam mamadeira à noite e não escovam os dentes antes de dormir; crianças que escovam seus próprios dentes; usam creme dental de adulto, têm seus dentes escovados menos de três vezes ao dia e começaram a escovar os dentes após 1 ano de idade têm pior qualidade de vida relacionada à saúde bucal. Frente aos resultados encontrados fazse necessário instituir programas de saúde pública, que fortaleçam a atenção básica com ações voltadas à educação em saúde bucal, bem como facilitar o acesso das crianças e seus pais aos serviços odontológicos. |