A Influência da Cooperação dos Pais no Processo Terapêutico para a aquisição da linguagem.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: Carneiro, Maria Aparecida Sumã Pedrosa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Ciências Humanas
BR
PUC Goiás
Programa de Pós-Graduação STRICTO SENSU em Psicologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://localhost:8080/tede/handle/tede/1790
Resumo: Considerando-se a história prévia de sucesso do uso de procedimentos baseados na Abordagem Comportamental no trabalho com crianças com atraso no desenvolvimento, alguns procedimentos dessa abordagem teórica foram combinados com técnicas fonoaudiológicas para tornar possível a aquisição de habilidades de mando por duas crianças, de 5 e 7 anos de idade, com atraso específico de linguagem. Na intervenção foram utilizados procedimentos de Reforçamento Positivo, Modelagem, Modelação e Esmaecimento. Das técnicas fonoaudiológicas, as mais frequentemente usadas foram as de Colocação Fonética que incluem demonstração de ponto e modo articulatório dos fonemas que faziam parte dos mandos treinados. O estudo foi implementado em duas fases, Intervenção I e Intervenção II, e em dois ambientes: ambiente clínico e ambiente residencial. A primeira fase da intervenção foi conduzido somente no ambiente clínico com a intervenção da pesquisadora como terapeuta. Nessa fase os pais não tiveram uma participação ativa. A segunda fase de intervenção foi conduzida tanto na clínica quanto nas residências das crianças com a participação da terapeuta e dos pais como co-terapêutas. Os pais passaram a assistir a terapeuta em ação no ambiente clínico e em suas residências. A terapeuta também teve a oportunidade de observar os pais em ação. Eles receberam orientações sobre como estimular e reforçar a criança em todos os ambientes freqüentados por elas para favorecer a aquisição e o desenvolvimento da linguagem. O desempenho das duas crianças foi medido em termos de freqüência de ocorrência de mandos presentes nas verbalizações registradas durante quatro sessões semanais de 30 minutos cada. Os resultados mostram eficácia dos procedimentos utilizados nas duas fases de intervenção. Na segunda etapa, os resultados foram ainda mais evidentes, sugerindo que a participação dos pais como co-terapêutas resulta na aceleração do processo terapêutico.