PREVALÊNCIA DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA EM MULHERES RECLUSAS DA AGÊNCIA PRISIONAL DE GOIÁS E A SUA VULNERABILIDADE A ESSE AGRAVO.
Ano de defesa: | 2005 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Ciências da Saúde BR PUC Goiás Programa de Pós-Graduação STRICTO SENSU em Ciências Ambientais e Saúde |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://localhost:8080/tede/handle/tede/2950 |
Resumo: | Introdução: No mundo todo a morbi-mortalidade relacionadas ao HIV/Aids tem assumido impacto crescente entre os mais pobres e desfavorecidos. Para um grande número de indivíduos, o acesso à informação e aos serviços de saúde é extremamente difícil, quando não impossível. Objetivos: Conhecer a prevalência da infecção pelo HIV em mulheres reclusas da Agência Prisional de Goiás, bem como avaliar os principais fatores sócio-demográficos e comportamentais que tornam essa população vulnerável a esse agravo de saúde. Métodos: Do total de 49 detentas, 45 participaram do estudo. A primeira etapa consistiu em coleta de informações sócio-demográficas e de comportamentos de risco e triagem sorológica de anticorpos anti-HIV. Na segunda etapa foram realizadas entrevistas em profundidade com as detentas selecionadas segundo estado sorológico, idade e ter ou não fator de risco assumido. Resultados: Das 45 amostras testadas, duas apresentaram anticorpos anti-HIV (4,4%). A média de idade foi de 35,5 anos. 73% não foram além do ensino fundamental. Dentre as que responderam o formulário, 82,2% trabalhavam antes de serem presas, sendo que destas 94,6% ganhavam até dois salários mínimos. Mais de 85% das detentas foram presas por crimes relacionados com o tráfico de drogas. Considerando fatores de risco para a infecção pelo HIV, 57,8% declararam já terem feito uso de drogas ilícitas, 44,5% admitiram ter tido mais de 8 parceiros sexuais e apenas 13,3% usam preservativo em todas as relações. História de DST foi relatada por 15,6% das detentas. Os relatos de vida revelaram trajetórias marcadas pela violência, pobreza, abandono por parte da família e da sociedade, baixa auto-estima e sentimentos de culpa. Conclusão: Os dados apontam que a população carcerária feminina de Aparecida de Goiânia apresenta elevada vulnerabilidade à infecção pelo HIV, destacando-se a necessidade de estabelecer programas e políticas de prevenção sob uma perspectiva de gênero, que levem em consideração os fatores individuais, sociais e institucionais que tornam a mulher reclusa vulnerável a essa infecção. |