Relações entre a abordagem da ecologia da restauração e o ODS 15: um estudo sobre os impactos antrópicos na Mata Atlântica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Meireles, Gabriel Barreto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/16555
Resumo: A Mata Atlântica é um bioma de alta importância e relevância, se destacando por possuir uma biodiversidade ampla. O bioma Mata Atlântica, pelo fato de possuir uma elevada biodiversidade, é considerada uma área prioritária de conservação que pode ser considerado um Hotspot. Entretanto, pesquisas apontam que a Mata Atlântica é o bioma do Brasil que mais sofreu ações antrópicas, desde à interferência dos portugueses no período colonial. Como resultado das ações antrópicas, atualmente, resta apenas cerca de 27% da mata original, porém já um bastante fragmentada, e apenas 8% em estado intocado. Diante disso, a restauração ecológica surge como uma alternativa para preservar e restaurar a Mata Atlântica, em consonância com o objetivo e metas do ODS 15. O estudo tem como objetivo buscar aportes na literatura para discutir a aplicação da restauração ecológica na Mata Atlântica e, consequentemente, promover o atingimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 15. Quanto a sua metodologia, a pesquisa caracteriza-se como bibliográfica e documental. Os principais documentos consultados na pesquisa foram: artigos, dissertações, teses, relatórios de órgãos públicos, relatórios de pesquisa, sites especializados na restauração de áreas degradadas. A pesquisa revelou que há um processo de recuperação da Mata Atlântica em curso atualmente, inclusive em estados populosos e densamente industrializados, como São Paulo. A preservação da Mata Atlântica em cumprimento aos preceitos do ODS 15 é essencial para facilitar o acesso aos recursos que atendem as necessidades dos seres humanos e demais seres vivos, favorecendo a sua sobrevivência. Considerando que a Mata Atlântica é o bioma do Brasil que mais sofreu ações antrópicas, desde a interferência dos colonizadores, a partir do século XVI, até as últimas décadas, a possibilidade de incluir sua restauração nos esforços globais para o desenvolvimento sustentável figura como uma oportunidade valiosa de alinhamento entre ações locais e a transição para a sustentabilidade em escala global, conforme preconizado na COP26. Entretanto, a recuperação desse bioma deve envolver um esforço coordenado tanto das esferas governamentais, como também da iniciativa privada, das ONGs e de toda a sociedade brasileira.