Os Sentidos do trabalho para brasileiros de meia-idade: uma abordagem experiencial

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Martho, Rosana Garcia
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: PUC-Campinas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/16079
Resumo: O trabalho é importante na vida dos adultos em geral. Com o envelhecimento da sociedade, decorrente do aumento da longevidade e o declínio da natalidade, estudos relacionados ao trabalho tornam-se mais relevantes na fase de meia-idade, principalmente por representar uma fase complexa na existência humana que envolve mudanças biológicas, psicológicas e sociais significativas e marca o início do processo de envelhecimento. Este estudo objetivou compreender a experiência de brasileiros de meia-idade quanto aos sentidos do trabalho, para aqueles que iniciaram uma nova carreira recentemente, aposentados ou não. Trata-se de uma pesquisa qualitativa exploratória, de natureza fenomenológica, norteada pela Abordagem Experiencial de Gendlin. Foram realizados encontros dialógicos individuais com dez participantes de ambos os sexos, com idades entre 50 a 59 anos. Após cada encontro, a pesquisadora construiu uma Narrativa Compreensiva, a partir das impressões da pesquisadora sobre a experiência do participante. Ao final dessa etapa, foi elaborada uma Narrativa Síntese contendo os elementos significativos das vivências dos participantes como um todo, para aproximação com a estrutura essencial do fenômeno estudado. Os elementos que emergiram foram: 1- a transição profissional como fator de sofrimento; 2- a construção da identidade pessoal e social por meio do trabalho; 3- trabalho como fonte de propósito de vida; 4- trabalho como principal espaço de interação social; e 5- trabalho como recurso financeiro e subsistência. Concluindo, ressalta-se que o trabalho se revelou um fator protetivo no processo de envelhecimento e que a meia-idade se mostra uma fase importante para a construção de uma velhice produtiva.