Bem-estar dos trabalhadores individuais sob a perspectiva da teoria da psicologia do trabalhar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Castanhassi, Priscila
Orientador(a): Ambeil, Rodolfo Augusto Matteo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/17521
Resumo: O presente estudo aborda a relevância do trabalho na vida do indivíduo, não apenas como um meio de subsistência, mas também como um elemento constitutivo da identidade e da autopercepção em relação a si mesmo e ao mundo. Esta pesquisa é fundamentada nos pressupostos teóricos da Teoria da Psicologia do Trabalhar, que enfatiza que os fatores contextuais – marginalização e restrições econômicas - e psicológicos – volição e adaptabilidade de carreira – são preditores para o trabalho decente, sendo este preditor para o bem-estar percebido. A literatura indica que a produção científica sobre a Teoria da Psicologia do Trabalhar tem apresentado crescimento, entretanto ainda se faz necessário sua ampliação, possibilitando a aplicação de seu modelo em diferentes contextos sociais e de trabalhadores pesquisados. Portanto, este trabalho se propõe a testar parte do modelo da Teoria da Psicologia do Trabalhar, analisando a relação entre volição, trabalho decente e bem-estar de pessoas que trabalham individualmente como profissionais liberais ou que estejam devidamente formalizados com constituição de pessoa jurídica. Para tanto, foi realizada uma pesquisa quantitativa com a participação de 196 trabalhadores individuais, ambos os sexos e com idade acima de 18 anos. Os instrumentos utilizados foram o Questionário Sociodemográfico, a Escala de Volição no Trabalho, Escala do Trabalho Decente, Escala de Satisfação de Vida e a Escala de Afetos Positivos e Afetos Negativos. Foram feitas análises descritivas e análises inferenciais utilizando correlações de Spearman e regressões lineares múltiplas para a avaliação do modelo. Os resultados obtidos demonstraram evidência empírica em apoio a parte do modelo delineado pela teoria, ressaltando a volição como preditora para a percepção do trabalho decente. As análises de regressão indicaram que a percepção de trabalho decente tem um efeito preditivo positivo sobre a satisfação com a vida e para os afetos positivos, demonstrando que condições positivas de trabalho decente impactam diretamente o bem-estar do trabalhador. Além do que, o resultado da análise de regressões lineares múltiplas revelaram que a dimensão Renda Familiar atua como um preditor negativo para a percepção de Trabalho Decente, especialmente no que se refere à dimensão Tempo Livre. Essa análise indica que profissionais com rendas familiares mais elevadas tendem a avaliar a quantidade de tempo livre disponível para descanso e lazer em relação no que se refere à percepção do Trabalho Decente.