Avaliação do perfil físico-funcional, densidade mineral óssea e do polimorfismo do gene IL6 em idosos fisicamente independentes.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: FREGUETO, João Henrique
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.pgsscogna.com.br//handle/123456789/67660
Resumo: O envelhecimento da população tem se tornado um fenômeno mundial, representando um desafio para os sistemas de saúde. A diminuição nos níveis de atividade física contribui para o agravo de condições relacionadas ao envelhecimento como a sarcopenia e a osteoporose. Com o envelhecimento o indivíduo se torna menos ativo, contribuindo para um ciclo de diminuição da força muscular e baixa reposição da densidade óssea, reduzindo a funcionalidade e aumentando o risco de quedas e suas complicações. A interleucina6 (IL-6) é uma citocina que possui um amplo espectro de atividades biológicas em várias células alvo, podendo ainda estimular a perda óssea sistêmica. Polimorfismos de um único nucleotídeo (SNP) na região promotora do gene têm o potencial de modular a expressão gênica; SNPs na região promotora do gene IL6 são conhecidos por estarem relacionados ao desenvolvimento de doenças. Objetivo: Avaliar a relação do polimorfismo de um único nucleotídeo (SNP) na região promotora -572 (G-572C, rs1800796), do gene IL6 com a densidade mineral óssea e índice de atividade física diária em idosos fisicamente independentes. Métodos: Participaram do estudo 189 idosos. A osteoporose foi avaliada por meio de raio X de dupla absorbância. A genotipagem foi feita pela técnica de PCR em tempo real pelo sistema TaqMan®. O nível de atividade física diário foi avaliado através do questionário de Baecke e a capacidade de exercício foi avaliada pelo teste de caminhada de seis minutos. Resultados: A média de idade dos participantes foi de 67,83±5,26 anos. A distância média percorrida no teste de caminhada de seis minutos foi de 532,40±69,80 metros. A média dos escores obtidos no questionário foi 5,36±4,25, indicando baixo nível de atividade física diária nos idosos participantes deste estudo. 46,6% dos idosos (n=88) mostraram baixa densidade mineral óssea, sendo 39,8% (n=35) do gênero masculino e 60,2% (n=53) do gênero feminino. Baixos níveis de atividade física foram relacionados positivamente com menores índices de densidade mineral óssea (DMO). Dos 88 idosos com baixa DMO, 73 apresentaram escore inferior a 9,11 no questionário de Baecke. O alelo G (GG n=50, GC n=34) esteve presente em 84 dos 88 indivíduos com baixa densidade óssea. Os indivíduos portadores do alelo G apresentaram 2,38 vezes (OD=2,38; 95%IC: 1,54 – 3,67; P=0,0001) mais chances de apresentar baixa DMO em relação aos portadores do alelo C. Conclusão: Nossos resultados sugerem que o polimorfismo -572G/C (rs1800796) no gene IL6 pode predizer a perda de massa óssea com o avançar da idade, e que o alelo G está relacionado a menores índices de densidade mineral óssea e que idosos com menores índices de DMO apresentaram menor atividade física.