A produção de texto da dissertação do Enem: uma experiência de transposição didática com foco na argumentação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: POLICARPO, Luma Kathyn Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.pgsskroton.com//handle/123456789/38659
Resumo: A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a partir de 2018, redirecionou o ensino para áreas que conectaram diferentes disciplinas, como Linguagens e seus Códigos, Matemática e suas tecnologias, Ciências da Natureza e suas tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Neste momento da escola brasileira, então, há a necessidade de o professor construir a sua transposição didática, a qual designa as transformações que deverão incrementar a partir de sua formação e experiência. Nesse sentido, buscou-se identificar as concepções de língua, texto e argumentação que fundamentavam a produção de texto dos alunos da escola pública de Sapezal- Mato Grosso - verificando as estratégias argumentativas mobilizadas por eles nas produções de texto. Essa é uma questão de formação docente, porque tem-se, no trabalho com língua/linguagens que uma produção de texto no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) parta de uma leitura referencial (conteudística) e a partir dela o aluno posicione-se e passe a argumentar sobre seu ponto de vista. Diante do desafio proposto pela BNCC, esta dissertação acredita na potencialização que estudo dos fatores de textualidade podem dar ao concursando da escola pública. Assim, levanta a hipótese: o ensino de redação que sempre priorizou a estrutura linguística do texto, em relação a sua estrutura formal, teria deixado em segundo plano as contribuições discursivas do aluno. Um comprometimento que se confrontou com quesitos de correção dos textos pelas equipes que corrigem as redações nos concursos de acesso às universidades. Assim, objetivou-se didatizar os conteúdos, ou seja, transformar as questões teóricas sobre produção do texto argumentativo em trabalho não só sistemático sobre as conjunções coordenadas e subordinadas, mas buscar as qualidades discursivas, os fatores de textualidade que o vestibulando traz em sua dissertação para o Enem. A metodologia eleita para o desenvolvimento da pesquisa é a pesquisa documental e bibliográfica, de investigação qualitativa, criando dados a partir de 10 redações colhidas antes da pandemia do COVID-2019. Os teóricos basilares foram: KOCH (2011; 2018), ORLANDI (199, 2001) e ANTUNES (2009; 2010; 2014), BAKHTIN (1996;1997); de texto como unidade linguística sociocomunicativa e produto da atividade verbal MARCUSCHI ( 2009); BRONCKART (1999), de gêneros textuais como produtos da atividade de linguagem em funcionamento MARCUSCHI (2003; 2009); SUASSUNA (2008) entre outros autores que pesquisam os produtores argumentativos na produção textual. Espera-se que o enfoque nos fatores de textualidade – argumentação/conjunções – facilitem a redação de temas que deverão ser elaborados pelos alunos que farão o Enem, porque um texto perfeito exige muitas estratégias, correção e criatividade para que os estudantes cheguem ao sonho de estudar em uma universidade pública.