Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Lincoln Muniz Alves |
Orientador(a): |
José Antônio Marengo Orsini |
Banca de defesa: |
Luiz Eduardo Oliveira e Cruz de Aragão,
Tércio Ambrizzi,
Luiz Antônio Cândido |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação do INPE em Meteorologia
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
BR
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Resumo em Inglês: |
One of the major impacts in the Amazon region of climate change would be possible changes in the rainy and dry seasons in terms of duration (onset and demise), intensity and spatial and temporal rainfall variability. These changes may have impacts on forest composition, structure, and function as well as the water resources in Amazon basin. Therefore, the aim of this study is: to assess the possible changes in the present-day climate and long-term trends in seasonal rainfall; to identify possible future climate changes across Amazônia using regional climate dynamic downscaling; and to evaluate the impact of land surface changes on the climate of Amazon basin, particularly on the seasonal rainfall variability. To achieve these goals, we analyzed the observed rainfall data in the period 1979-2014, climate projections generated by regional climate model HadRM3P, nested in a subset of four HadCM3 global model simulations which are obtained by Perturbed Physics Ensembles method (PPEs) in A1B emission scenario. The regional model simulations were carried out in the period 1961-2010, with the implementation of deforestation scenarios in the HadRM3P. Our results highlights: (a) the signs of observed changes in the variability of precipitation in recent decades, in particular systematic reductions in rainfall accumulation, decrease the length of wet season rainfall (-0.23 pentad/year) and increase the duration of the dry season (0.21 pentad/year) over southern Amazon (SAMZ); (b) the potential impacts of climate change are reducing rainfall over great part of the northeast Amazon for all seasons and also annual mean, while in the southern Amazon it is projected to rainfall increase during the summer and reduction in winter and spring season. Furthermore, there is a tendency to increase the extreme rainfall events, such as extreme flood and drought; and (c) the model simulations showed deforestation impacts on regional climate through the mesoscale circulation (known as vegetation-breeze) induced by juxtaposition of deforested and forested lands. In a broader context, the regional impacts of deforestation are air temperature, Bowen ratio (reduction of sensible heat flux and increasing latent heat), the vertical integrated moisture transport and precipitation increase mainly over deforestation areas which indicating that deforestation has an important contribution on the generation of microclimate and regional climate variability, although the impacts can vary across spatial and temporal scales. Besides, a reduction of extreme wet events and an increase in frequency of extremes and very extremes dry events. Finally, the study has an impact on biodiversity, agriculture, water resources and therefore with significant environmental and socioeconomic implications. |
Link de acesso: |
http://urlib.net/sid.inpe.br/mtc-m21b/2016/03.03.12.52
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Resumo: |
Um dos possíveis grandes impactos na região Amazônica da mudança climática seriam possíveis alterações na estação chuvosa e seca em termos da duração (início e fim da estação), intensidade e variabilidade espaço-temporal. Este comportamento pode afetar a estrutura, composição e funcionamento do ecossistema assim como a hidrologia da região. Logo, os objetivos deste trabalho são descrever e compreender essas possíveis mudanças no clima presente e tendências de longo prazo, e investigar: (a) a variabilidade climática da precipitação num cenário futuro de mudanças climáticas a partir das projeções climáticas regionais; e (b) analisar a resposta do clima da Amazônia à mudança da vegetação a partir de cenários de desmatamento. Para atingir esses objetivos, foi analisada a série de precipitação observada no período de 1979 a 2014, e também as projeções climáticas geradas com o modelo climático regional HadRM3P aninhado a um subconjunto de quatro simulações do modelo global HadCM3 obtidas pelo método Perturbed Physics Ensembles (PPEs) no cenário de emissões A1B. Foram também realizadas simulações do modelo regional, no período de 1961-2010, com a implementação de cenários de desmatamento. De maneira geral, os resultados ressaltaram: (a) os sinais de variações observadas na variabilidade da precipitação nas últimas décadas, em particular reduções sistemáticas nos totais acumulados de chuva, tendência de diminuição da duração da estação chuvosa (-0,23 pêntada/ano) e aumento na duração da estação seca (0,21 pêntada/ano) sobre o sul da Amazônia (SAMZ); (b) os potenciais impactos das mudanças climáticas são redução da precipitação sobre grande parte do nordeste da Amazônia para todas as estações do ano e média anual, enquanto no sul projeta-se aumento durante o verão e redução nas estações de inverno e primavera; (c) além disso, as projeções indicam uma tendência de aumento dos eventos extremos de precipitação, tanto chuvosos quanto secos; e (d) as simulações do modelo com desflorestamento mostraram impactos no clima regional através de circulações de mesoescala induzidas pelas heterogeneidades da paisagem (brisas de vegetação). Em particular, as alterações climáticas se revelam como aumento nos valores dos campos médios de temperatura do ar, razão de Bowen (redução do fluxo de calor sensível e aumento de calor latente), magnitude dos fluxos de umidade e precipitação, principalmente, sobre as áreas desflorestadas, indicando que o desflorestamento tem uma contribuição importante na geração de microclimas e na variabilidade do clima regional, embora os efeitos variem espacial e temporalmente. Nota-se, também, uma diminuição dos eventos chuvosos e um aumento na frequência de eventos secos na categoria extremos e muito extremos. Por fim, o estudo tem repercussões na biodiversidade, agricultura, recursos hídricos e, portanto, com implicações ambientais e socioeconômicas significativas. |