A indústria de bacalhau da Amazônia: efeitos econômicos e sociais da unidade de beneficiamento de pescado salgado seco de Maraã, Amazonas.
Ano de defesa: | 2012 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
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Programa de Pós-Graduação: |
Agricultura no Trópico Úmido - ATU
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: | https://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/5221 http://lattes.cnpq.br/8964163515159399 |
Resumo: | Em 2007, três anos após os pescadores de Maraã passarem a ser responsáveis pela captura de metade do pirarucu (Arapaima gigas) manejado nas RDS’s Mamirauá e Amanã, a Unidade de Beneficiamento de Pescado Salgado Seco de Maraã -- AM (UBP-M), foi proposta pela Secretaria de Estado de Produção Rural do Amazonas (SEPROR). A Indústria foi inaugurada em outubro de 2011 para produzir filé de pirarucu seco salgado – trazendo um processo novo para a região – o produto foi lançado no mercado regional e nacional com o nome comercial de “Bacalhau da Amazônia”. Este estudo procurou avaliar efeitos sociais e econômicos da UBP-M sobre emprego e renda dos trabalhadores envolvidos. Antes da inauguração, entre março e maio de 2011, foram entrevistados com auxílio de formulários semi-estruturados 304 moradores de Maraã, sobre a ocupação corrente de postos de trabalho na cidade e as condições sociais e econômicas dos pescadores urbanos. A operação da unidade foi monitorada nos primeiros oito meses (outubro de 2011 a maio de 2012), período em que foram processados 2.644 peixes com salga seca por trabalhadores locais, aumentando o número de postos de trabalho, para um mínimo de nove trabalhadores e um máximo de 91 postos de trabalho ocupados por mês na indústria de transformação local. O número de trabalhadores envolvidos acompanhou a variação sazonal da pesca manejada do pirarucu. A remuneração média dos trabalhadores da UBP-M foi maior do que a recebida pelos trabalhadores de 122 estabelecimentos do setor privado local. Apesar da transitoriedade dos impactos no setor de indústria de transformação, onde o número de postos de trabalho aumentou e voltou a se reduzir, o efeito foi positivo. O processamento de uma única espécie manejada em período restrito coincidente em várias áreas, aliada a capacidade de processamento da UBP-M - máximo de cinco toneladas/dia -- põe em cheque a viabilidade econômica da fábrica. |