Microbiota do solo em floresta de terra firme da Amazônia central: teste experimental da contribuição de P pela extinta megafauna

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Sousa, Yuri Wanick Loureiro de
Orientador(a): Nascimento, Henrique Eduardo Mendonça
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
Programa de Pós-Graduação: Ciências de Florestas Tropicais - CFT
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/5141
http://lattes.cnpq.br/9904997911199926
Resumo: As florestas de terra firme da Amazônia Central são limitadas pela disponibilização de fósforo (P) no ecossistema, principalmente por estarem sobre solos muito intemperizados, com baixo nível de nutrientes. Adicionalmente foi sugerido recentemente que a limitação das florestas ao entorno do Rio Amazonas é em grande parte devido à diminuição da escala da função ecológica desempenhada pela megafauna antes de sua extinção, que era a transferência horizontal de P entre as áreas de várzea que recebem sedimentos ricos em nutrientes vindos do Andes e as áreas de floresta de terra firme. Para testar esta teoria foi montado um experimento para testar se a microbiota do solo reagiria à adição da quantidade da perda anual da oferta de P que foi hipotetizado que coincide com a quantidade de P redistribuído anualmente pela serapilheira. Em 10 localidades escolhidas aleatoriamente, duas parcelas de 1 m x 1 m foram estabelecidas onde uma delas recebeu P inorgânico em dose equivalente a 4 kg/ha. Essa quantidade equivale o valor do P que a floresta retorna anualmente em forma de serapilheira e perto do valor hipoteticamente acrescentado por ano pela megafauna. Os dados obtidos com o experimento deram resultados negativos, negando o papel hipotético da perda pela megafauna. O P aplicado ao solo não alterou a taxa de colonização por micorrizas (TCM) e a massa microbiana não aumentou devido à aplicação de P, nem tampouco a quantidade de P imobilizado pela microbiota do solo, ou mesmo o P disponível na camada superior do solo durante o período de experimento. Os dados apontam que o P inorgânico não seja o principal fator regulador da intensidade da TCM e, ao menos em doses relativamente menores, não estimule a microbiota do solo durante a época de menor atividade (período seco do ano). Deste modo, não se observou que as diferentes frações de P no sistema tenham sido saturadas com a adição do fertilizante, indicando que provavelmente a megafauna tenha tido uma contribuição menor no suprimento de P para as florestas do que tem sido hipotetizado.