Respostas de espécies florestais às alterações ambientais: a ocupação de florestas primárias e secundárias por psitacídeos na Amazônia Central

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Figueira, Luiza
Orientador(a): Ferraz, Gonçalo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
Programa de Pós-Graduação: Ecologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/11837
http://lattes.cnpq.br/7358568761825100
Resumo: O processo de reflorestamento pode promover a recuperação de habitats florestais perdidos e mitigar a perda de espécies pelo desmatamento de áreas tropicais. No entanto, pouco se sabe sobre a capacidade de florestas secundárias para conservação de espécies de florestas primárias e sobre a variabilidade da resposta das espécies à recuperação de habitats. Psitacídeos oferecem uma boa oportunidade para se estudar a resposta das espécies à regeneração ambiental uma vez que há uma diversidade na resposta entre as espécies deste grupo que inclui muitas espécies ameaçadas. Nós acessamos a diferença no uso de florestas primárias e secundárias por nove espécies de psitacídeos Amazônicos através do monitoramento repetido de 155 sítios amostrais com gravadores automatizados e aplicando modelos de múltiplos estados de ocupação considerando a detecção imperfeita. As vocalizações gravadas foram distinguidas em dois tipos de uso do habitat: ‘uso de passagem’, quando a ave apenas passava voando pelo sítio e ‘uso com pouso’, que implica o uso de algum recurso alimentar, de nidificação ou repouso no sítio amostrado. Após três décadas de regeneração florestal, a floresta secundária ainda teve um efeito negativo sobre o uso do habitat e/ou detecção da maioria das espécies estudadas. Sete espécies tiveram menor uso com pouso de florestas secundárias do que de florestas primárias, e a variabilidade na resposta das espécies não esteve relacionada com características espécie-específicas estudadas, a massa corporal e o tamanho relativo do cérebro. A espécie mais afetada pela presença de floresta secundária também evitou voar sobre áreas de florestas secundárias, sendo essa espécie recentemente considerada endêmica à região de estudo deste trabalho e globalmente ameaçada. Em conclusão, a floresta secundária parece faltar com recursos necessários para a comunidade de psitacídeos amazônicos. Estudos de ocupação deveriam ser combinados com estudos demográficos de longo prazo para um melhor entendimento do significado em nível populacional da observação de diferenças no uso do habitat.